“A ideia de fazer a reforma por MP, que motivou críticas de associações e educadores, recebeu na quarta-feira o aval do relator da reforma do ensino médio na Câmara, deputado Wilson Filho (PTB-PB). Para ele, a tramitação agora será acelerada”, diz o Estadão, acrescentando um comentário do parlamentar.
“O que nós temos, acima de tudo, é a certeza de que o ensino médio caminha no lado errado”, disse Wilson Filho ao diário paulistano. Com tal posicionamento, o deputado paraibano vai de encontro, inclusive, ao que pensa Ministério Público Federal (MPF), que criticou hoje o encaminhamento dado à questão pelo Palácio do Planalto e o Ministério da Educação.
As restrições e críticas ao uso da medida provisória concentram-se no fato de que o instrumento impõe mudanças de cima para baixo sem ouvir a sociedade e as entidades representativas do meio educacional. É prática consolidada do segmento discutir ampla e profundamente todas as propostas destinadas a modificar os sistemas de ensino, especialmente quando o objetivo é alterar a grade curricular e os conteúdos a serem ministrados.
Se a reforma formatada pelo Mec for mesmo imposta por medida provisória, conforme anunciado ontem em Brasília, apenas as disciplinas de Português, Matemática e Inglês serão obrigatórias durante os três anos que compõem a etapa. “As demais passam a ser optativas da metade para o fim, a depender da área de conhecimento que o aluno decidir seguir, entre cinco possibilidades: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Técnico”, complementa o Estadão.
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