CRIANÇA DIZ CADA UMA!

Acho que já contei essa. Digo acho porque a memória é pouca e os arquivos, desorganizados ou irremediavelmente apagados. Vou recontar, então, porque é história de filho. Pra gente, que é pai, sai nunca de cartaz.

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A ERA DO RÁDIO NÃO MORREU, por José Mário Espínola

O ócio compulsório pelo qual estamos todos passando provoca efeitos diversos no nosso organismo. Um deles é o tédio profundo causado pela tarefa inglória de lavar pratos.

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ATLETAS DA QUARENTENA, por Ana Lia Almeida

(Ilustração copiada de leroymerlin.com.br/)

Entre flexões e piruetas, eles elevam a faxina diária a um exercício de alto potencial aeróbico.

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DESAFIOS DA VIDA, por Aderson Machado

Imagem: somostodosum.com.br

A vida não é um mar de rosas.

Nunca foi. E nunca será.

Com certeza.

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AULAS ONLINE, por Ana Lia Almeida

(Foto: imagem ilustrativa)

A criança pula da cama faltando 5 minutos para a aula começar, troca a camisa do pijama e corre pra frente do computador, depois de uma noite de pesadelos por causa do Jornal. Pelo menos a câmera poderá ficar desligada caso o cabelo amanheça irremediavelmente assanhado.

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A MEIA, por José Mário Espínola

Logo nos primeiros anos do curso médico, Dr. Roberto tomou a sua decisão e comunicou à família: iria se tornar cardiologista. Passou a frequentar a cadeira de Cardiologia, interessou-se por eletrocardiograma, tendo sido o melhor aluno do Dr. Vanildo Brito, em sua turma. E olha que este era um professor muito exigente.

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SAUDADE DOS OUTROS, por Ana Lia Almeida

Imagem por mera ilustração (Foto: Agência Municipal de Notícias/Foz)

Saudade de almoçar na casa dos Outros. Ver os Outros passando na rua. Se imprensar com os Outros no meio da multidão…

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CHIFRE A DISTÂNCIA, por Ana Lia Almeida

Foto: Danae Diaz/BBC Three/BBC News Brasil

Um tema sensível da quarentena.

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OS NORMAIS, por Ana Lia Almeida

(Foto: imagem de mera ilustração/Veja-Stock/Getty Images)

Sabe os Normais da quarentena? Quero distância deles. Estão achando que o certo mesmo é manter os antigos padrões daquela vida sufocante e sem propósito que todo mundo já vivia… Ai, ai. Eu que não quero voltar praquele mundo fútil, cheio de exploração e miséria.

Os Normais pensam que a economia não pode parar, sem reflexão alguma sobre a enorme inutilidade entre tudo aquilo que é produzido. Acham que as crianças não podem parar de “aprender”, mas não pensam seriamente sobre o modelo de sociedade que esse aprendizado sustenta. Mal podem esperar o isolamento terminar para voltar para suas vidas vazias de sentido.

***

Tem um Normalzinho dentro de mim. Ele me cobra meus prazos, e não aceita desculpas como estar acontecendo a maior tragédia da humanidade durante a minha curta existência.

Normalzinho quer que eu faça um projeto de pesquisa para segunda-feira, sem falta. Quer que eu termine aquele artigo do Congresso que foi cancelado, afinal, falta tão pouco, ainda podia rolar uma publicação numa revista Qualis A1 nesses tempos em que estou parada.

Ele me quer youtuber, editando vídeo-aulas mirabolantes. Vive me dizendo que estou feia, passando na cara as muitas gentes por aí que pintam o cabelo e são os atletas da quarentena. Normalzinho quer respostas. Até quando? Como? Por quê não?

Eu o expulso de mim, mas ele volta e muitas vezes me derrota.

CURTINHAS DA QUARENTENA, por Ana Lia Almeida

SEGUNDA

Não são apenas as pessoas que estão perdendo o juízo nessa quarentena: os cachorros também. A maior convivência com seus melhores amigos pode deixá-los confusos e irremediavelmente dependentes.

Pelo menos é o que está acontecendo por aqui com Choquita e seu filhote Choquito, desde que a pequena Anita, melhor amiga deles, foi passar uns dias na casa do pai. Os cães estão seriamente preocupados e a procuram pela casa toda, apreensivos.

Devem pensar que demos sumiço nela como fizemos com os outros três filhotes, levados não sabem para onde, de uma hora pra outra. Nos olham de um jeito acusatório como se dissessem: “O que vocês fizeram com ela? Onde a esconderam?”.

Realmente, não está fácil pra ninguém.

TERCEIRA

Talvez o conceito de “altos e baixos” mereça uma revisão nesses tempos de isolamento: a parte do “alto” pode ser traduzida por “não estar muito pra baixo”, e as escalas dos baixos podem ser ampliadas até o sentido de “queda livre sem a perspectiva de encontrar o chão”.

Como quando o café acabou e você pensa nas máscaras que não estão usando no supermercado. Ou quando o mês acabou e você não se lembra dele ter passado. Ou quando você sabe que não tem do que reclamar, com tantas coisas piores acontecendo com tantas outras pessoas.

  • Ana Lia Almeida é Professora e Escritora
  • Foto: autoria não identificada