PÓRTICOS DA PARAÍBA, por Eurípedes Mendonça

Pórtico de Alagoa Grande homenageia Jackson do Pandeiro

Certamente o leitor já ouviu falar sobre o pórtico da cidade de Gramado-RS ou o espetacular congênere da cidade paraibana de Alagoa Grande. Mas, se tiver curiosidade sobre dados dos pórticos, a exemplo do projeto de arquitetura, mensagens insculpidas, localização em relação ao marco zero da cidade, data de inauguração ou custos, onde encontrar de forma rápida e segura?

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TEMPORADA DE CHUVAS ISOLADAS, por Ana Lia Almeida

Nuvens carregadas chegam ao leste do Nordeste

(Imagem copiada de folhageral.com.br)

Sabe quando uma sucessão de acontecimentos ruins chove em sua vida e, mal a pessoa seca, lá vem outro banho de água fria de novo? Parece que faz sol em toda a cidade, mas uma nuvem carregada não sai de cima da gente.

Pois está aberta a Temporada de Chuvas Isoladas por aqui. De Isolada, mesmo, só o nome, porque traz consigo a maior aglomeração. Não tem álcool em gel que dê jeito: de repente, estamos no velório de alguém querido, em uma delegacia de Polícia ou cheio de pessoas outras dentro de casa.

Primeiro veio a perda de um grande amigo. Indizíveis a tristeza e a revolta, dessas marcas que a vida vai cuidando com o tempo, bem devagarinho. Às favas com o isolamento social: foi muito abraço e pouco distância.

Poucos dias depois, a casa pegou fogo. Uma faísca elétrica ardeu o quarto da menina e em pouco tempo havia uns quinze vizinhos sem máscara arriscando a vida por nós.

Afora a fumaça, ficamos todos bem. Menos as roupinhas da dona do quarto, que queimaram todas. Em compensação, ela renovou o quarda-roupa inteiro, o que, por sua vez, nos levou ao shopping depois de 6 meses.

No mesmo dia, podem acreditar, a minha mãe foi furtada e fizeram uma festa com os cartões de crédito. Pior que o prejuízo, só mesmo o 0800 da Caixa Econômica Federal. E lá fomos nós à Central de Polícia, onde ganhamos o chuvisco-bônus da viagem perdida, voltando sem B.O. nenhum porque, você sabe, era fim de semana e ali somente flagrante com violência.

O desisolamento ainda continuará com o retorno à delegacia, a ida ao banco e a reforma do quarto incendiado. Mas esperamos de coração que a Temporada de Chuvas Isoladas tenha se encerrado. 

  • • Ana Lia Almeida é Professora e Cronista

SE EU FOSSE O PREFEITO

(Ilustração: Sábias Vozes, Sábias Palavras)

Prefeito de João Pessoa, professores e pessoal da saúde bem avaliados, no topo da qualificação docente e profissional, ganharia igual a mim.

Se eu fosse o prefeito desta cidade, mandava uniformizar todas as calçadas, priorizando o Centro Histórico, as ruas do comércio e os bairros.

Se eu fosse prefeito desta Parahyba, também mandava ladrilhar e grafitar paredes e muros abandonados para o povo ou turista olhar e gostar.

(Ilustração: Pitacos de Lua)

Se eu fosse prefeito desta cidade, somente construiria escola ou posto de saúde depois de fazer funcionar direitinho – com qualidade para todos – o que já existe.

Se eu fosse o prefeito, transporte coletivo rodaria sem passageiro em pé, só com ônibus elétrico ou a gás, tudo para baixar poluição e preço da passagem.

Se eu fosse o prefeito, também implantava monotrilho ou VLT da Lagoa ao Busto e da Lagoa ao Viaduto de Oitizeiro, para diversificar o transporte público.

(Ilustração: Scânia/JC)

Se eu fosse o prefeito, todos os pontos de ônibus e táxi teriam abrigos estilizados e banheiros para motorista trabalhar mais limpo e mais bem humorado.

Se eu fosse o prefeito, reocuparia o Varadouro com repartições municipais e atrairia investimento privado para revitalizar de verdade toda a Cidade Baixa.

Se eu fosse o prefeito, criava hidrovia em parceria com Cabedelo e Bayeux para levar nativos e turistas pelo Rio Sanhauá em todo o seu curso navegável.

Se eu fosse o prefeito, recolocava camelô no camelódromo, mas permitiria que fizesse sulanca em espaço aberto, organizado, após o comércio fechar.

Se eu fosse o prefeito, aproveitava ideias e projetos viáveis que me trouxessem para fazer da cidade um lugar realmente melhor pra gente viver e ser feliz.

E você, o que faria se fosse o prefeito desta capital? Mande sugestões que o blog publica.

  • Republicação por absoluta atualidade, oportunidade e necessidade, adaptando texto postado originalmente em 26 de dezembro de 2016

A PIRÂMIDE DO SABER MÉDICO, por José Mário Espínola

Símbolo de seguro médico e de saúde na pilha do cubo de madeira como forma de pirâmide, conceito de saúde do hospital Foto Premium

Todos sabem que aprecio o bom humor. Na minha profissão, e mais ainda na minha especialidade, é muito importante que deixemos o paciente bem à vontade. E isso não se consegue com cara feia.

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OBRA DEVE SE IMPOR AO NOME NA ACADEMIA DE LETRAS

A imagem pode conter: 7 pessoas, incluindo Ramalho Leite, pessoas em pé e área interna, texto que diz "©Antonio David Diniz"

Ângela Bezerra de Castro e os novos dirigentes da APL (Foto: Antônio David Diniz/Facebook)

Vai muito além do clichê do clichê marcar o início de um novo tempo na Academia Paraibana de Letras (APL) sob Ângela Bezerra de Castro, empossada na presidência da entidade na noite de ontem (15), em João Pessoa.

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AUTONOMIA E DEMOCRACIA UNIVERSITÁRIA EM DEBATE, por Neroaldo Pontes de Azevedo

Comunidade universitária em assembleia na UFPB (Foto: Ascom ADUF-PB, em 22.7.2019)

O debate promovido em ambiente virtual no último dia 5 pelo Seampo – Setor de Estudos e Assessoria a Movimentos Populares, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFPB, trouxe, desde o título e na exposição dos debatedores, dois conceitos e, mais que isso, duas propostas, duas realidades nucleares para a Universidade pública, ou seja, autonomia e democracia.

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BUMBA MEU BOI! por José Mário Espínola

Apresentação de bumba meu boi. (Foto: Wikimedia)

A profissão médica nos reserva muitos prazeres na vida, desde a alegria imensurável de poder restituir a vida a alguém dado por morto, durante um plantão de UTI, até a insubstituível prática ambulatorial.

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Ângela quer Academia ajudando a melhorar leitura na escola pública

Área externa da sede da Academia de Letras, no Centro Histórico da capital paraibana (Foto: novo.aplpb.com.br)

Cooperar com a escola pública, contribuindo para aprimorar o nível de leitura de professores e alunos, é uma das metas que a Academia Paraibana de Letras (APL) deverá cumprir nos próximos dois anos sob a presidência da escritora Ângela Bezerra de Castro.

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DESCONHECIDO NA PRÓPRIA TERRA, por Aderson Machado

Areia divulga sua programação da Rota Cultural Caminhos do Frio 2019 - PB  AGORA

(Imagem: foto copiada do PB Agora)

Acontece uma coisa engraçada comigo. Sou desconhecido na cidade do município onde nasci: Areia, Paraíba.

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JÁ CHEGA! por Ana Lia Almeida

Imagem meramente ilustrativa (Foto copiada de Blasting News)

Vocês aí, seus Normais: ninguém aguenta mais esse mundo de vocês. Está simplesmente insuportável. De Covid ou de tristeza as pessoas estão indo embora daqui. 

Vocês, aliás, já morreram e não sabem. São todos feitos de morte: carros importados, condomínios de luxo onde ninguém mais pode entrar, restaurantes cujos pratos custam um salário inteiro. Sem contar seus golpes, mais velhos que a fome, reeditados hoje no modelo remoto. Que se exploda esse mundo de vocês! 

Já é Setembro, amarelo. Temos sol, praia, feriado, flores, passarinhos e mesmo assim não estamos suportando a sujeira e o sofrimento por todos os lados.

Nós estamos fartos, eu, meus amigos e a senhora que passa de porta em porta vendendo as empadinhas. Decidimos acabar com essa podridão e nada nos fará desistir, porque esse mundo normal de vocês já não presta faz é tempo. 

  • Ana Lia Almeida é Cronista