RETORNO TRIUNFANTE, por Babyne Gouvêa

20 imagens de abraços que tocam a alma

Imagem copiada de anotherjennifer.com

Quanta resiliência no desejo de reconquistá-lo! A espera é difícil. Dormir, acordar e viver o dia a dia sem tê-lo é uma tormenta. Pensar no seu retorno é crucial.

Havê-lo como alvo se faz necessário, ajuda nas atividades ocupacionais. Tudo é válido para aguardá-lo: ler, escrever, fazer uma faxina, coser uma vestimenta, introduzir uma receita nova à mesa relaxam as tensões causadas pela espera.

Tudo soa com alegria quando imaginado em torno de sua chegada. Uma conversa sobre ele ganha riqueza e atração. Podem durar horas e as falas jamais serão entediantes.

Alternativas como banho de mar e caminhada acalmam, mas a ausência dele martiriza. A opção é correr, cansar e tentar dormir. Esse é o momento da dor. Dor da saudade e privação.

Ouvir música abranda o ânimo e as reviravoltas na cama se repetem rotineiramente. O livro de cabeceira, fiel amigo, não admite a solidão do seu leitor; solidário, se submete a manuseios inócuos.

A madrugada se instala silenciosa e fria, com ventos anunciando garoa enquanto o sereno aquieta os insones. De repente a manhã surge no horizonte trazendo uma visagem dele, talvez por uma noite mal dormida.

O sol se instaura poderoso e reluzente; trouxe por trás dos seus raios um presente real. O novo dia nasce portando a liberação dele represado e aguardado por longo tempo. Ele chega feliz e enérgico como o astro que o guiou. Traz consigo afeto, proteção e solidariedade.

No novo cenário a distância se desfaz e o ABRAÇO retorna triunfante e bem-vindo a todos ansiosos pelo seu calor e afago num clima pleno de felicidade.

Brejo depende da transposição para voltar a ter água tratada e encanada

O ‘Plano A’ de Bananeiras seria a barragem de Jandaia, construída no município, mas o reservatório está com apenas 5% do seu volume total (10 milhões de metros cúbicos), podendo repetir em breve o colapso de 2018 mostrado nesta foto, copiada do site Solânea Online

Mesmo em ritmo acelerado, demora no mínimo um ano a construção de uma adutora para abastecer regularmente de água o Brejo seco e sedento da Paraíba, previu ontem (8) o engenheiro Francisco Sarmento, ex-secretário de Recursos Hídricos do Estado.

Sarmento foi procurado pelo blog para apontar alternativas que restabeleçam o abastecimento de água tratada para Bananeiras e Solânea, suspenso pela Cagepa em razão do esvaziamento da barragem de Canafístula, construída em Borborema.

Diante do anúncio das providências a serem adotadas pelo governo estadual, Sarmento concorda com a opção pela adutora, mas lembra que tudo depende de reativação da transposição de águas do rio São Francisco.

“Sem a retomada do Eixo Leste, de onde veio a água até Boqueirão em 2017 para salvar Campina Grande do colapso, nada feito”, adverte Sarmento, com a autoridade de quem foi consultor da equipe técnica que formatou o projeto da transposição no Governo Lula.

Reconhecido no meio acadêmico e profissional como um dos maiores especialistas em recursos hídricos do país, ele diz que a adutora Campina-Brejo pode ser construída no curto prazo (um ano) se o governo optar por uma tubulação de engate rápido.

“A adutora de engate rápido atende a determinadas urgências, mas é um tipo mais precário, mais vulnerável e, portanto, pode dar margem a desvios e eventuais vandalismos”, ensina Sarmento, que também é Professor Doutor em Engenharia Civil da UFPB.

Ele acredita ainda ser prudente avaliar se não seria mais viável uma adutora a partir do Canal Acauã-Araçagi, em vez de ‘puxar’ água de Campina via estação de tratamento da barragem Nova Camará, como anunciado pelo governador João Azevedo.

“Como diz o poeta Beto Guedes, ‘um mais um é sempre mais que dois’, mas temo e lamento que esse Plano B talvez não tenha sido cogitado face à inconclusão de uma obra que foi licitada – veja só! – em 2010, ou seja, há 11 anos”, observa.

E, mesmo que o canal estivesse pronto, uma adutora para levar água do Acauã-Araçagi aos municípios brejeiros de Esperança, Remígio, Solânea e Bananeiras também dependeria da retomada das operações do Eixo Leste da transposição do São Francisco.

“Sem as águas franciscanas, resta torcer e rezar para que os paliativos aventados minorem o sofrimento do povo da região”, disse Sarmento, referindo-se ao fornecimento emergencial e improvisado de água por carro-pipa, poços artesianos e chafarizes.

ANTES QUE O BREJO VÁ PRO BREJO DE VEZ

Esta foto da Barragem de Canafístula, copiada do site Focando a Notícia, é de fevereiro de 2015. Ou seja, desde então medidas preventivas de colapso deveriam ter sido adotadas

Ao receber a cidadania honorária de Bananeiras na noite do 21 de abril de 2017, exortei autoridades locais presentes à solenidade na Câmara de Vereadores a formarem um consórcio intermunicipal pelo reflorestamento do Brejo.

Aproveitei a honrosa homenagem que me fizeram o então vereador Ramom Moreira e seus pares para relançar apelo por reposição vegetal da região, algo que defendo há mais de 20 anos nos espaços que me cabem ou me dão cabimento.

Na ocasião, acrescentei um alerta: sem replantar árvore nem reabrir olho d’água, o Brejo deixa de ser brejo para sempre. Porque logo mais a capoeira que resta vira deserto e até o friozinho que afortuna o turismo local vai embora, para nunca mais voltar.

Proponho o consórcio reflorestador desde quando opinava em colunas de jornal nos dois primeiros decênios deste século. Hoje, lamento a pouca receptividade àqueles escritos. Pouparia, pelo menos, a publicação desta crônica da tragédia anunciada.

Escrevo agora inspirado no lamentável e absolutamente previsível anúncio do fim da água tratada para Bananeiras e Solânea. Ainda este mês. Doravante, o povo vai ter que se virar com carro-pipa e outros arranjos de governos municipais e estadual.

O suprimento improvisado deve se estender por dois anos ou mais. Se, nesse tempo, for concluída adutora prometida pelo governador para puxar água de Campina Grande até a Grande Bananeiras, passando por Esperança e Remígio.

A catástrofe é resultado do esvaziamento de Canafístula, barragem construída em terras de Borborema. Dela as duas cidades bebiam a água que em boa parte se perdeu na evaporação, desperdício e assoreamento do rio homônimo que alimentava o manancial.

Canafístula comporta 4 milhões de metros cúbicos. No começo de maio deste ano, restavam apenas 244 m3 (6% do total). De lá pra cá, sem chuva abundante ou medidas preventivas de colapso, o volume baixou para 80 mil m3 (2 %).

Torço fervorosamente para que as excelências estaduais e locais, políticas e técnicas, compreendam que a solução para o Brejo e outras área secas do Estado vai muito além da construção de adutoras e açudes.

Um bom projeto de regeneração dos ecossistemas brejeiros, envolvendo e articulando todos os seus municípios, é capaz de atrair financiamentos de porte considerável até do exterior. Inclusive a fundo perdido, aposto.

A pauta ambiental domina o mundo rico e inteligente que sonha com um Brasil menos burro e menos destruidor do nosso patrimônio natural. Governos de nacionalidades várias abrem ligeiro o cofre para ajudar quem pode e quer salvar o planeta.

Aproveitem, senhoras e senhores do poder na Paraíba. E, se me permitem, batizem a proposta aqui proposta de Projeto Canafístula. Em homenagem póstuma à finada barragem e também como boas-vindas à árvore que leva esse nome.

Afinal, especialistas no assunto recomendam com muita ciência e convicção o plantio de canafístula para reflorestamento de áreas degradas como o nosso ameaçado Brejo.

QUE VENÇA A DEMOCRACIA! por José Mário Espínola

Imagem copiada do Ambiente de Leitura (carlosromero.com.br)

O Brasil está vivendo uma crise institucional criada artificialmente, com o nítido propósito de subverter a ordem democrática, e cujo objetivo é inconfessável: a instauração de um regime de exclusão de direitos humanos e democráticos, conquistados a duras penas ao longo das últimas quatro décadas. De criar uma reles ditadura, nos moldes da Coréia do Norte, da Venezuela ou do Afeganistão sob a égide do Talibã.

A vitória desse pensamento arcaico e retrógado será a derrota da liberdade: liberdade de opinião, de pensar, de ir e vir, conquistada com tantos esforços e às custas de muita tortura e muito sangue que sofreram os seus defensores.

Por incompetência administrativa, eles colaboraram para agravar a crise sanitária, concorrendo para a elevação do número e mortos. E também derrubaram a nossa economia, que está pior do que quando assumiram a administração do Brasil em janeiro de 2019.

Eles têm como líder maior um presidente preguiçoso, irresponsável e incompetente, que usa o confronto para esconder a própria incapacidade para fazer algo de bom para o país.

Por isso querem partir para a criação de uma ditadura onde ele e seus asseclas não possam ser controlados, onde não haja imprensa livre que denuncie os seus erros, que são inúmeros.

Eles têm ciência de que jamais alcançarão seus objetivos espúrios utilizando os instrumentos democráticos que estão à disposição de todos. Eles estão armando todos aqueles que são contra a liberdade, contra direitos naturais e contra direitos conquistados pela democracia. Por isso querem o confronto armado, pois sentem-se fortes o suficiente para tomar o Brasil pelas armas.

Eles estão querendo expor a nossa democracia no próximo Dia da Pátria, para testar as forças democráticas. Querem forjar um confronto para justificar ações ilegais.

Verdadeiros patriotas, não saiam às ruas neste 7 de Setembro de 2021! Não façam o jogo deles, falsos patriotas, que estão a roubar todos os nossos símbolos. É burrice! Não precisamos de confrontos e sim de serenidade para fazer a democracia vencer.

Vamos jogar no contra-ataque: deixar que eles se exponham para contra-atacarmos, nas próximas urnas. Para isso teremos que garantir as eleições livres.

Viva a Democracia!

  • Texto publicado originalmente em 5.9.2021 no Ambiente das Letras (carlosromero.com.br)

A PÁTRIA EM CORES, por Babyne Gouvêa

Imagem: library.com

Há épocas em que a vida flui em sépia. É o caso, atualmente. O colorido se desfaz e tudo em torno ganha tons desbotados. A economia, por exemplo, ponto de partida da sobrevivência nossa de cada dia, finge estar bem e os números constatam escassez nos bolsos, fazendo descorar o ânimo.

O desemprego e a inflação, dando sinais de que estão voltando, deixam a visão turva, opaca. A falta de perspectiva de tempos promissores faz o cotidiano se parecer com uma chapa de raio-x. De tão nebulosa, só se percebe o vulto.

Ao mesmo tempo, a elevação no preço da energia deixa o rosto com a cor da bandeira do reajuste. O valor da carne tem inviabilizado a sua compra, tornando a tez anêmica esverdeada de quem não a consome.

O litro da gasolina, a sete reais, entra literalmente nos sete buracos da cabeça deixando o indivíduo azul – não, não é a gasolina azul – perturbado com as finanças.

E o gás? Imaginem um ser da cor de butano. Simplesmente ele encarna o seu próprio espírito. De tão apavorado com as dúvidas e dívidas com os constantes aumentos de tarifas ele se sente enevoado como um zumbi.

Arroz? Tomate? Ah tá, um é cereal e o outro legume. Lembram que estavam presentes à mesa? Hoje, sumiram do prato dos menos favorecidos.

Feijão? Feijão pra quê? Se há o fuzil para substituí-lo, por que insistir em consumi-lo? O ferro no grão faz bem ao sangue vermelho da vida, mas existe quem sugira a sua troca pelo sangue do projétil, da cor de chumbo.

O povo clama por dias melhores, e ele é merecedor da cor da alegria e da mesa farta. O nosso país voltará a honrar as suas cores, das matas e florestas representadas no retângulo verde de nossa bandeira às riquezas naturais simbolizadas no losango amarelo do nosso lábaro.

A população brasileira haverá de se orgulhar do “ Ordem e Progresso” – atualmente esquecido – cravado em seu pavilhão, no meio da esfera azul. Fará jus ao seu significado positivista que prega o conhecimento científico como forma de conhecimento verdadeiro.

A nação conseguirá, enfim, restabelecer o branco da paz entre raças e gêneros, nas relações socioeconômicas, assegurando definitivamente o Estado Democrático de Direito.

Tudo o que nos atormenta e ameaça, agora, há de passar. Vai passar.

O BOFE DE BAYEUX, por Ana Lia Almeida

Onibus arco-íris. Foto: Divulgação/Buser

O bofe mora em Bayeux, com biquinho assim, em francês. Ah, minha filha, não é a Baiê da gente, não, está pensando o quê? E ainda completou, cheio de chiado: “É a cidadje satélitche ao contrário, porque João Pessoa não seria nada sem o aeroporto”. Orgulho de ser de Bayeux, não esquece o biquinho. Trabalha lá, numa lanchonete. Quer dizer, um café, que vende pãozinho de queijo a quinze reais e ele jura que enjoa de tanto comer.

Rita se sacudia toda, rindo dessa história que o rapaz contava alto para o amigo no banco de trás, para todo o ônibus escutar. Lembrou da sua vizinha, Taci, de Jaboatão dos Guararapes, onde também se falava chiando um pouquinho, como o bofe de Bayeux, mas só na parte dos “S”. Rita adorava a maneira de falar de Taci, mas tinha gente na vizinhança que achava ela metida a besta, por causa daquele sotaque.

Eu até fiquei meio desconfiado daquele chiado todo, achei coisa de gente falsa… Mas depois que a gente saiu, que conheci melhor a pessoa dele, eu entendi. Lá, no aeroporto, como anda gente de tudo o que é canto, ele vai prestando atenção na fala de cada um. Quem chia mais é o povo do Rio, os “cariuócash”. Pessoal de São Paulo é mais puxado nos “erres”, lá pelo “aeroporrto”. E por aí vai: o “trem” dos mineiros, o “tchê” dos gaúchos, os mil jeitos de falar em nordestinês. Ele vai copiando um tiquinho daqui, outro dali, misturando tudo. Eu acabei me acostumando com isso. Se engana quem acha que a gente é de um jeito só.

Verdade. Nem vida sofrida de pobre é de um jeito só. A vizinha de Rita, por exemplo, cansou-se do prá-lá-e-pra-cá entre Jaboatão e Recife, onde trabalhava. Todo dia Taci pegava um ônibus de sua casa até a estação do metrô, atravessava o Engenho Velho, Floriano, Cavaleiro, Coqueiral, Tejipió, Barro, Werneck, Santa Luzia, Mangueira, Ipiranga, Afogados e Joana Bezerra, até chegar na Estação Recife, descer e caminhar mais quinze minutos para bater o ponto na Conde da Boa Vista. Duas horas para ir, outras duas para voltar. Taci enjoava com o balançado do ônibus e tinha vertigem com a velocidade das coisas ficando para trás no metrô. Só se aquietava caminhando, mesmo assim, muitas vezes chegava em casa ou no trabalho a ponto de vomitar. Veio-se embora viver em João Pessoa, iludida com a promessa de uma cidade ainda pequena e sem tanto engarrafamento.

Agora, vivendo em Mandacaru ao lado de Rita, é verdade que Taci gastava menos tempo se deslocando. Mas nem por isso deixava de sair de casa cedinho e só voltar tarde da noite, perto da hora de dormir, feito Rita. Apesar de morarem na mesma cidade em que trabalhavam, a casa delas era como as cidades-satélites: não passavam de dormitórios. A bem da verdade, nenhuma das duas tinha tempo de viver.

Geraldo, mas só quer que chame de Jey. Internacional. Na hora que pediu meu telefone, eu gelei. Dou ou não dou? Terminei dando. É, acho que estou me apegando, sim. Mas não vá espalhar, viu, que o coração da bicha aqui é grande que nem pista de avião, pode vir pousando mais!

AS FILHAS DO FALECIDO CORONEL, por Babyne Gouvêa

Imagem: capa do livro ‘As Filhas do Coronel’

Famosa por ser um dos principais nomes do Modernismo e da Literatura Neozelandesa, a escritora Katherine Mansfield escreveu contos e novelas baseados na sua experiência de vida e nas questões ocultas dentro do seu próprio cotidiano.

Escreveu em 1922 o conto ‘As Filhas do Falecido Coronel’, onde narra a história de duas mulheres – Constantia e Josephine – ambas filhas do Coronel Pinner, que tinha acabado de falecer. A partir daquele momento, tinham que decidir como fariam o funeral e o destino que dariam aos pertences do pai.

Elas prepararam o enterro enviando cartas para os familiares e amigos e, também, manifestaram gratidão à enfermeira que cuidou do pai até o falecimento.

A insegurança e medo em tomar decisões sem a autorização do pai levam o leitor a perceber como a figura paterna deve ter sido extremamente autoritária e rígida, não dando liberdade às filhas.

Elas ficam temerosas em dar destino aos objetos do falecido, expondo dificuldade em lidar com as memórias do pai sem perceber que estavam livres do autoritarismo paterno.

O conto narra a partir das duas mulheres as angústias do passado e os medos e incertezas diante do futuro. O coronel, mesmo sem quase aparecer, demonstra ser uma figura opressora, um indivíduo maléfico para as suas filhas.

O leitor vai montando por meio dos diálogos e pensamentos das protagonistas o perfil do pai: uma personalidade impaciente e ranzinza. As filhas herdam uma dificuldade em lidar com a liberdade, inabilitadas para tomadas de decisão.

A escritora é muito sutil nas críticas às regras impostas pela sociedade e também à condição das mulheres da época.

Um conto muito interessante, enfim, além de instigante e bem construído.

VELHICE ULTRAJANTE, por Babyne Gouvêa

O Irmão Rabugento – O Ponto Dentro do Círculo

Imagem copiada de O Ponto Dentro do Círculo

Por favor, não deixem que eu me torne um velho ranzinza! Esse apelo parte daqueles que abominam o mau humor. Convenhamos, não há nada mais insuportável.

Os exemplos de idosos mal-humorados são vários e, muitas vezes, hilários. Sim, hilários quando não há convivência próxima, porque o contrário é algo aborrecível.

Comum no presente vermos pessoas com idade avançada discutindo política; isto é, reproduzindo asneiras sem demonstrar conhecimento sobre o assunto. Beira o ridículo. Haja paciência com tantas repetições vazias e inverídicas – um real TOC (transtorno obsessivo compulsivo).

Esse comportamento pode ser atribuído à idade? Se for, uma ida ao geriatra fará bem não só ao paciente como a quem convive com ele. Certos temas devem ser discutidos com inteligência e leveza; a raiva deve ser descartada, já bastam os dissabores que as pessoas enfrentam em sua existência.

Certos personagens se eternizaram como protótipos da rabugice: Sr. Lunga, natural de Juazeiro do Norte-CE, com uma rica participação na Literatura de Cordel. É engraçado, não há dúvida, desde que não saia do folheto. Outro exemplo ficou celebrizado pelo humorista Chico Anísio: Sr. Popó. Motivo risível porque não saía da tela.

Por favor, não deixem que eu me torne um velho violento! Esse apelo parte daqueles avessos à agressividade. Sejamos sensatos, a atrocidade é terrível.

Os casos de senis ameaçadores da democracia crescem assustadoramente. Vejam o cantor sertanejo – ícone da Jovem Guarda; se tornou um velho ameaçando extinguir a Constituição. Sim, isso mesmo, ao ensejar a expulsão dos ministros do Supremo Tribunal Federal está tentando abolir a Constituição.

Outro decrépito usou as redes sociais para ensinar como eliminar um agente da segurança pública. E olhem que se trata de um presidente de partido político. A decrepitude também tem limites, não existe amparo legal para essa faixa etária executar atos levianos.

Expectativas irracionais e personalidade inescrupulosa na velhice é ultrajante; pelo andar da carruagem serão necessárias medidas drásticas contra essa inconsequente velhice.

Por favor, que ninguém apareça com piedade alegando mal da idade!