Campanha tenta financiamento para desenvolver aplicativo antidrogas

Cracolândia da região da Luz, em São Paulo capital (Foto: Arquivo/VejaSP)

Cracolândia da região da Luz, em São Paulo capital (Foto: Arquivo/VejaSP)

Desenvolver o BeOk, um aplicativo capaz de auxiliar na recuperação de dependentes drogas no Brasil. O estimulante desafio foi abraçado pelas psicólogas Flávia Serebrenic Jungerman e Natália Gomes Ragghianti. Elas pretendem arrecadar, por meio de uma campanha de financiamento coletivo, R$ 250 mil para investir na produção da ferramenta a ser utilizada, num primeiro momento, por voluntários do projeto.

A ideia do projeto, segundo elas, é oferecer jogos, informações e outras formas de interação que auxiliem os usuários a lidarem com situações que envolvam as drogas, de modo a estimulá-los a passar pelas fases mais difíceis do processo de desintoxicação, permitindo, também, a reinserção no meio familiar e social.

“Iremos comparar o uso do aplicativo com a terapia presencial em grupo. Nossas hipóteses são que a intervenção via aplicativo, em relação ao tratamento presencial em grupo, será mais efetiva em reduzir ou interromper o uso de drogas ou os problemas associados a ele, além de gerar maior aderência e permanência no tratamento”, explica Flávia Jungerman.

No Brasil e em todo o mundo, na sua opinião, a dificuldade no tratamento oferecido aos usuários é tão grave quanto o uso em si e suas consequências. A psicóloga aponta três principais entraves ao tratamento: “Escassez de serviços, dificuldade para a chegada ao serviço e adesão e permanência no tratamento”. E explica que o objetivo com o estudo e o aplicativo “é minimizar o impacto negativo gerado pela falta e dificuldade de acesso ao tratamento”.

“A essência da Kickante está na oportunidade que oferecemos para que projetos como o BeOK sejam financiados e se tornem realidade. Com as mais de 25 mil campanhas lançadas e R$ 28 milhões arrecadados, acreditamos que o financiamento das multidões irá transformar o projeto em realidade”, finaliza a presidente e fundadora da Kickante, Candice Pascoal.

A operacionalização da campanha ficará a cargo da Kickante, maior plataforma de financiamento coletivo do país, responsável pelo lançamento de cerca de 25 mil campanhas e captação de mais de R$ 28 milhões.

Veja o vídeo do Projeto BeOk

 

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Uma resposta para Campanha tenta financiamento para desenvolver aplicativo antidrogas

  1. Meu caro e dileto amigo Rubens Nobrega. Com todo respeito as pesquisadoras, o que aprendi, vivenciei e ensinei sobre o tema Dependencia é que o usuário dependente NUNCA terá alta por cura. Estive na Inglaterra e nos Estados Unidos a convite destes dois países, fui Vice Presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes. Conheço o problema. Inicia como experimentador, após usuário eventual. Até aí tem cura. Tem tratamento.Se tornar-se dependente, NUNCA terá alta por CURA. Só por ÓBITO.O resto é conversa fiada de quem quer inovar e precisa sim estudar mais.Cordial abraço Rubens do teu leitor diário. Dr. Jair Cesar Miranda Coelho Cirurgião Dentista Sanitarista autor do livro OVERDOSE.