Desconfiança impediria Ricardo de trocar João por Gervasinho

Ricardo não se arriscaria com Gervasinho, cristão novo no credo ricardista (Foto: ALPB)

Muita gente pergunta se Gervásio Maia Filho, em vez de João Azevedo, não seria melhor candidato do PSB a governador em 2018. Melhor, inclusive e principalmente, para o próprio Ricardo Coutinho.

Com Gervasinho, como o atual presidente da Assembléia é também conhecido, Ricardo não precisaria ir ‘pro sacrifício’ de ficar até o final do mandato no governo, abrindo mão de uma eleição para senador que todo o circuito ricardista – mesmo sem combinar com o eleitorado – considera líquida e certa.

Além de mais conhecido da população, Gervasinho teria maior inserção e articulação junto à chamada classe política. Mais facilidade, portanto, para firmar e ampliar alianças eleitorais, acordos políticos e parcerias público-privadas tão vantajosas quanto as que se encontram em andamento no Estado.

Segundo arguto observador da cena contemporânea da Paraíba, o problema de Gervásio Filho é ser cristão novo no credo ricardista. Assim, ao contrário do engenheiro João Azevedo, o ungido, o deputado não gozaria da estrita confiança do governador.

A recíproca seria verdadeira, contudo. Maior expoente político do clã dos Maia de Catolé do Rocha, Gervasinho se sente mais seguro disputando vaga na Câmara Federal, em vez de subjugar seu destino e ambições às vontades e planos de Ricardo e do entorno mais chegado ao ‘maior de todos’. De quem, afinal, tenderia a se distanciar pouco tempo após assumir o governo em 2019. Se vitorioso, claro.

Mais do que se distanciar, por ter tradição política e luz próprias, uma vez governador o deputado-presidente de agora dificilmente manteria compromissos e arranjos de toda sorte que Ricardo quer ver honrados para além do reinado em curso. Por essas e outras, na lógica e projeção de quem manda atualmente na Paraíba, o nome é João Azevedo. Não tem outro. Somente o atual secretário de Recursos Hídricos e Infraestrutura do Estado seria capaz de dar sequência ao ‘projeto’.

Por projeto entenda-se um modo de ser e governar muito bem sucedido no aparelhamento das estruturas de Estado em favor de um líder, seu grupo e os interesses políticos e pessoais do núcleo mais fechado do poder. Mas o sucesso do ‘projeto’ depende mais do que nunca da permanência de Ricardo no Palácio da Redenção até o réveillon de 2019. Só pra não largar a rapadura em ‘mãos erradas’.

Começando pelas mãos da vice-governadora Lígia Feliciano, outro nome tido como absolutamente inconfiável pelo círculo mais íntimo da Granja Santana.

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  1. jose Disse:

    Como é horrível o interesse financeiro de apoio a um governador, pois Gervásio, que não se lembra… nos dois primeiros anos do governo Ricardo, foi acirrenho oposicionista, denunciando todas as supostas falcatruas do governo de plantão… e cinco anos depois está em baixo da asa da galinha dos ovos de ouro, outro traidor de opinião é o proprio Anibal Marcolino (inclusive servidor do IPEP) em que jogou pedra no diabo e hoje recolhe as pedras para atirar no povo; outro traidor de opinião é o candidato João Azevedo (outro servidor do IPEP) com a vã esperança de não ser traido de novo por Ricardo, acha-se que vai ser candidato do PSB de novo. Quantas moedas de ouro judas recebeu ? Quantas moedas de ouro recebeu Calabar? Joaquim Silvério dos Reis recebeu o perdão dos impostos para trair a inconfidência ? Até quanto valhe trair uma consciência em troca do vil metal?

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