Justiça Estadual da Paraíba é a terceira menos eficiente entre as 12 menores

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Com Índice de Produtividade Comparada (IPC-Jus) de 64%, a Justiça Estadual da Paraíba é a terceira menos eficiente no grupo das 12 menores do país, assim consideradas em função do porte do respectivo Tribunal de Justiça, segundo os critérios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

tjpb-desempenho-ipcjus-2015A informação consta do relatório ‘Justiça em Números’ divulgado ontem (17) pelo CNJ, mostrando a performance do Poder Judiciário em todo o país no ano de 2015. Nesse contexto, a Justiça Estadual da Paraíba só ‘ganha’ em eficiência – entre as 12 menores – do Piauí (IPC-Jus de 52%) e do Rio Grande do Norte (IPC-Jus de 47%). Perde para Amazonas, Roraima, Amapá, Sergipe, Rondônia, Acre, Alagoas, Mato Grosso do Sul e Tocantins, nessa ordem.

O desempenho da Justiça Estadual paraibana deve-se em grande parte a uma taxa de congestionamento de processos que atinge 45% no segundo grau (Tribunal de Justiça e suas câmaras) e de 76% no primeiro grau (juízes), que compreende ainda as turmas recursais (com taxa de congestionamento de 45%) e juizados especiais (51%).

Conforme divulgou o próprio Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) em seu portal na Internet, referindo-se à duração média dos processo em suas instâncias, “o Poder Judiciário estadual registra no 1º grau tempo médio de 2 anos e 4 meses na fase de conhecimento processual, e de 1 ano e 11 meses na fase de execução judicial”, enquanto no 2º grau “o tempo médio processual é de 9 meses”.

A taxa de congestionamento, explica o CNJ, “mede a efetividade do tribunal em um período, levando-se em conta o total de casos novos que ingressaram, os casos baixados e o estoque pendente ao final do período anterior ao período base”.

Justiça Federal

A Justiça Federal da Paraíba (JFPB), por seu turno, atingiu 94% de eficiência em 2015, de acordo com o IPC-Jus do CNJ. “Estamos satisfeitos com o resultado, que destacou a eficiência da nossa Seção Judiciária e refletiu o esforço despendido por todos os magistrados e servidores”, declarou o juiz federal Rudival Gama, diretor da JFPB, lembrando que a média do IPC-Jus da Justiça Federal em todo o país é de 78%.

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