Sindicato cobra providências e mobilização em defesa do Porto de Cabedelo

(Foto: Arquivo/portodecabedelo.com.br)

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Ressaltando que não vai se aprofundar em polêmica com a direção da Companhia Docas, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (SindipetroPB) divulgou nota na tarde desta quarta-feira (14) cobrando providências efetivas e apelando por mobilização em favor do Porto de Cabedelo, que segundo a entidade está bem perto de perder para Suape, em Pernambuco, o que resta de tancagem e distribuição de combustível. Leia a seguir a manifestação do Sindicato.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (SINDIPETRO-PB), Omar Aristides Hamad Filho, renovou apelo por uma ampla mobilização da classe para adoção de providências concretas para evitar o fim da cabotagem de combustíveis via Porto de Cabedelo e lembrou que desde 2011 alerta para o problema. Omar disse não querer polemizar sobre o tema, por entender que o momento exige união e soluções efetivas, mas externou que não chamar atenção para a gravidade da situação seria ser leviano com a Paraíba e os paraibanos.

O presidente do SINDIPETRO-PB explicou que a Transpetro trabalha para retirar toda a sua logística de distribuição de combustíveis da Paraíba, uma vez que o Porto de Cabedelo não atende aos atuais parâmetros de infraestrutura da atividade de cabotagem, o que já vem sendo feito paulatinamente, considerando a redução de quase 80% das operações nos últimos meses. “Para se ter ume idéia, de um movimento mensal de quase 80 mil toneladas de granéis liquidos, nos últimos meses, o Porto de Cabedelo vem recebendo apenas uma média de 24 mil toneladas, o que representa uma redução de quase 80% na movimentação de cabotagem”, acrescentou.

Para ilustrar a situação que a Paraíba atravessa, Omar Hamad Filho cita publicações nacionais que apontam o Complexo de Suape, como porto líder e movimentador de granéis líquidos, desde a implantação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) em Pernambuco no final de 2014. De janeiro a julho deste ano, a movimentação de petróleo cresceu 87,35%, na comparação com igual período de 2015, e o Porto de Suape alcançou a marca de 2,7 milhões de toneladas movimentas nos sete primeiros meses do ano, ante os 1,4 milhão de toneladas do mesmo intervalo anterior. “Alguma coisa precisa ser feita, porque, do contrário, perderemos o pouco que já temos, finalizou.

(com Assessoria de Imprensa do SINDIPETRO-PB)

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