Denúncia: PMJP usa S. João como desculpa para não verificar foco de dengue

Aedes aegypti

Aedes aegypti

O corretor de seguros Nilton César denunciou hoje que mais uma vez ligou para a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa a respeito de uma solicitação de averiguação de focos do mosquito do Aedes Aegypt no prédio onde mora e nos arredores de sua residência, no Bancários. O pedido foi feito há mais de um mês e, semana passada, ao manter contato com o órgão, informaram que o serviço solicitado “estava no prazo, em curso”.

Quando do pedido inicial, revelou o cidadão, a justificativa para a demora era a insuficiência de agentes de combate a endemias para atender a toda a demanda da Capital. A justificativa desta segunda-feira, quando do novo contato por telefone com a SMS, foi a de que a inspeção não foi realizada por conta dos feriados juninos.

“Infelizmente, o mosquito da dengue, da zika e da chikungunya não brinca São João nem festa alguma, muito menos tem feriado. Infelizmente, imagine quantas solicitações não estão pendentes por conta de uma justificativa que não justifica nada: a ausência de profissionais ou incapacidade de um órgão público de contratar, mesmo temporariamente, emergencialmente, pessoas e prepará-las para trabalhar no combate ao Aedes”, lamentou Nilton.

Morador da Capital, mas frequentemente viajando ao interior por conta de sua profissão, ele vem fazendo sucessivos alertas às autoridades para a proliferação de casos de chikungunya em várias cidades da Paraíba. Em muitas delas, principalmente as de pequeno porte, o número de adoecidos é tamanho que esgota rapidamente o estoque de paracetamol, outros analgésicos e antipiréticos recomendados para aliviar as dores decorrentes das doenças causadas pelo mosquito da dengue.

“Lamentavelmente, nem prefeituras, órgãos estaduais ou federais parecem se importar com o problema, dar atenção e adotar as providências que o problema merece. Estamos reféns da praga e também da incompetência ou indiferença do poder público. Resta rezar e pedir a Deus para proteger a gente e nossos filhos de contrair uma dessas doenças, rezando e pedindo também para que Ele também nos livre da praga que são governantes omissos e incapazes”, afirmou Nilton César.

Vigilância Ambiental faz 200 mil visitas para controle do Aedes a cada três meses, diz a Prefeitura

Procurada e instada a se pronunciar sobre a denúncia de Nilton César, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de João Pessoa prestou os esclarecimentos e informações reproduzidas a seguir.

De acordo com a Gerência de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, as visitas domiciliares, nos ambientes públicos, comerciais e terrenos baldios continuam sendo realizada normalmente nos bairros da capital.

Na semana passada, durante as visitas os agentes  deram início à pesquisa de Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), de 2016. O estudo é realizado quatro vezes ao ano e tem como objetivo avaliar o risco de reprodução do mosquito da Aedes aegypti e intensificar as ações preventivas pelos Agentes de Saúde nos bairros com maior incidência.

Ainda, de acordo com gerente, as denúncias de possíveis focos do mosquito podem ser feitas através dos telefones: 0800-282-7959 e 3214-5718, ou pelo e-mail coessmsjp@gmail.com.

Há cerca de 330 agentes de saúde ambiental que atuam desde a coleta de água, controle da leishmaniose, controle de pragas urbanas, controle da leptospirose, controle do Aedes, atendimento à população, controle da população animal e exames, entre outras ações.

São realizadas 200 mil visitas a cada três meses, para o controle do Aedes aegyti. As visitas são trimestrais pelas equipes.

Muitas ligações de denúncia são atendidas, mas algumas são repetidas. Exemplo: piscinas. Quando as fotos são tiradas de prédios, vários moradores tiram e mandam a mesma denúncia, do mesmo caso, do mesmo local e, por esse motivo, algumas denúncias passam por triagem.

 

É BOM ESCLARECER
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