Paraíba começa a monitorar presos por celular

(Imagem: Himni)

Acontece neste mês a primeira fase de testes do IDBio, sistema de tecnologia desenvolvido pela empresa Himni para a Secretaria de Justiça da Paraíba, como meio alternativo de monitoramento de detentos que respondem em regime diferenciado em João Pessoa.

Instalado em smartphones cedidos pela empresa, os detentos precisam estar 24 horas com o celular em mãos uma vez que o sistema, por geolocalização, acompanha a trajetória fora do cárcere. A cada alerta emitido pelo IDBio, o apenado deve escanear sua face, como se fosse tirar uma foto, para que o sistema identifique onde ele está e o que está fazendo.

Esses check-ins randômicos com reconhecimento biométrico e geolocalizado são transmitidos em tempo real para o ambiente de uso exclusivo da Vara de Execuções Penais de João Pessoa, do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Os selecionados para o teste são detentos que já cumprem pena diferenciada por bom comportamento. Mesmo com o sistema, eles têm mantidas todas as obrigações impostas por suas penas, como a apresentação obrigatória às delegacias e presídios, pernoites em regime fechado, entre outras orientações previamente acordadas.

“O que o IDBio oferece é um recomeço e possibilidade de inserção social desse apenado. É mais do que substituir a tornozeleira, o sistema traz dignidade para o monitorado, que não tem o seu cárcere exposto como no uso de uma tornozeleira e recebe um voto de confiança para recomeçar longe da prisão”, explica Alex Garcia, CEO da Himni tecnologia.

Os testes fazem parte da primeira fase de aplicação da tecnologia que vai medir eficiência e possibilidade de expansão do sistema. Além do monitoramento, a tecnologia do IDBio permite aperfeiçoar a ferramenta e incluir tarefas como aulas, cursos profissionalizantes e alternativas que auxiliam na reintegração social dos monitorados.

  • Texto e informações de Natascha Ariceto, da MGA Press

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