DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS, por Fábio Bezerra

(Imagem de mera ilustração. Foto: Rizemberg Felipe/JP)

Diante da perspectiva de contenção ou redução dos índices da pandemia, o mais frustrante nas decisões de retomada da economia na Paraíba, particularmente em João Pessoa, é o tratamento de dois pesos e duas medidas dispensado a determinadas categorias. 

O que é verdadeiramente essencial? Detran pode funcionar mesmo que haja aglomeração; afinal, o Estado não pode deixar de arrecadar! Supermercados tiveram um aumento exponencial nas vendas nesse período e o volume de pessoas nas lojas é expressivo!

Nas ruas, principalmente nas periferias, o que é corona vírus? Muitos não estão preocupados e não valorizam o uso de máscara! Construção civil volta a funcionar, mas “Seu João” ou “Dona Maria” que tem uma lojinha que não gera qualquer aglomeração fica à míngua, de portas fechadas.

Por que os governantes permitem o retorno dos grandes enquanto os pequenos sofrem? Isso teria alguma relação com campanhas eleitorais? Por que uma loja de sapato, uma ótica , uma loja de tecidos, uma venda da esquina não pode abrir? Não aglomeram!

Não aglomera nem mesmo um restaurante operando com sua menor capacidade, ainda mais seguindo todos os protocolos que já existiam antes da pandemia, sempre respeitando o manual de boas práticas alimentares, tudo perfeitamente adaptável ao chamado novo normal.

Estado e municípios tiveram mais de 100 dias para reforçar a estrutura da Saúde Pública e pouco se fez. Se tivéssemos mais leitos, por exemplo, o índice de lotação nas UTIs e enfermarias diminuiria e retornaríamos com a economia mais rápido!

Mas o que se vê hoje, infelizmente, são alguns favorecidos e muitos prejudicados, alguns arrotando com o bolso cheio de dinheiro e muitos se afogando em dívidas que não têm como pagar.

  • ♦ Fábio Bezerra é advogado e empresário

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