GAECO, por Octávio Paulo Neto

(Imagem: TV Tambaú)

Um arrumado de gente estranha, de coração largo, passos firmes e visões diferentes…

Uma gente destemida, sem medida ou grilhão.

Um pessoal preparado, sabido, mas não tão bonito, que faz do combate, missão.

Eis, enfim, o Gaeco, família desmantelada, com doido de todo tipo…

Tem de todo jeito, com todo tipo de defeito, mas que não troco por nada.

Quis a vida me brindar com essa família amada.

Tem o doido Rivotril, tem o Herói, tem o Batman, o Mimado, o Sarado, o Sibito…

Tem o Doido Escolado, tem até o Seu Madruga, a Mulher Maravilha, o Kung Fu…

Tem a Chiquinha e a Modelo, a Magali e o Playboy. Tem ainda o Homer Simpson.

Tudo neste pinel de meu Deus. E para completar o hospício, tem o Negão e o Stalone.

São atletas, fracotes ou fortões, dependendo do gosto ou modo de ver.

No Gaeco é assim: personagens de todo gênero, cada um com seus defeitos.

Mas também todos com muita capacidade de trabalho e outras tantas qualidades.

Têm firmeza em se doar em defesa do que é de todos, com absoluta integridade e inabalável determinação.

E, como não poderia deixar de ser, carinho, respeito e solidariedade entre colegas; na verdade, irmãos.

Regados de oração e com uma pitada de experiência, fazem a diferença.

Pura verdade! Somos um grupo bem arrumado, seguindo sempre orientado.

Cumprindo com o máximo de zelo e empenho o mister de nossa instituição.

Somos espada afiada combatendo a corrupção e outras mazelas que lapeiam o coração.

Nesses embates mais diversos, semeamos a esperança e cultivamos o futuro.

Para que nada falte aos nossos filhos e netos, bem assim a Dona Maria e Seu João.

Quem disse que não há aqueles que por crença dedicam-se ao enfrentamento disso tudo?

Não há rico nem pobre aqui. Todo mundo é nobre e uns dizem até: “É loucura, só querem ser diferentes”.

Mal sabem esses dementes que aqui não há loucos, apenas abnegados que procuram fazer bem a sua lição.

Somos contra a injustiça, trabalhamos de mãos dadas, varando madrugadas…

Vamos construindo verdades, fazendo da vida enredo, para mostrar que o medo não é desculpa, mas escusa de quem só quer o mal e torce pelo vilão.

Somos madeira de lei, somos gente e agentes da transformação.

É trabalho de quem por direito sente o clamor de um povo doente e de toda uma nação.

  • Octávio Paulo Neto é Promotor de Justiça, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público da Paraíba

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