Movimento deve reunir milhões em todo o país e na Paraíba

Daniela Mercury é uma das principais lideranças do movimento no Brasil (Foto: SodaPop)

Milhões de mulheres de todas as idades e classes sociais participam neste sábado (29), na Paraíba e em todo o país, do ato público intitulado ‘Ele Não’, que pretende levar às ruas o repúdio de diversos segmentos ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A manifestação foi organizada a partir das redes sociais, onde um grupo de mulheres com mais de 3 milhões de componentes mobilizou pessoas de quase todas as tendências políticas para se contrapor ao machismo, misoginia, racismo, homofobia e outros preconceitos atribuídos ao presidenciável.

O perfil do grupo no Facebook foi hackeado e alvo de violentos ataques verbais postados por supostos bolsonaristas. Além disso, na segunda-feira (24), Maria Tuca, uma das organizadoras do movimento, foi agredida a socos e coronhada por três homens, no Rio. O caso está está sendo investigado pela Polícia.

Fatos como esses só fizeram crescer o apoio ao movimento dentro e fora do Brasil. Em razão disso, o ‘Ele Não’ deverá reunir manifestantes também nas capitais e em outras cidades importantes da Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Espanha, França, Holanda, Inglaterra e Portugal.

Atos na Paraíba

Na Paraíba, as maiores manifestações deverão ocorrer em Campina Grande, na Praça da Bandeira, no centro da cidade, a partir das 9h, e em João Pessoa, na Praça da Paz, no Bairro dos Bancários, com início previsto para 15h. Os atos serão precedidos por caminhadas, panfletagem e shows musicais.

A organização do ‘Ele Não’ alerta todos os interessados em participar para que não levem bandeiras de qualquer partido nem material de campanha eleitoral. A ideia é que o movimento seja percebido e acolhido, sobretudo, como um gigantesco esforço coletivo da cidadania para barrar a escalada do fascismo no Brasil.

Simulação de tortura

Até a manhã de hoje (28) não se tinha conhecimento da publicação de qualquer comentário do candidato, do seu partido ou da sua coordenação de campanha sobre o ‘Ele Não’. A única reação ao movimento teria partido de um dos filhos de Bolsonaro.

Na noite da última terça-feira (25), Carlos Bolsonaro divulgou em seus stories a imagem de um homem com sinais de tortura trazendo no peito o slogan ‘Ele Não’ e a frase “Sobre pais que choram no chuveiro”, pretensa alusão aos pais que se envergonhariam de filhos gays.

A postagem foi entendida também como ameaça aos homens que aderiram ao ‘Ele Não’. Na sequência, Carlos publicou uma foto do pai com a hashtag ‘Ele Sim’.

2 Comente Movimento deve reunir milhões em todo o país e na Paraíba

  1. Rejane Nóbrega Disse:

    #eleNão
    Muito bom!

  2. Augusto Salomão Disse:

    Caro jornalista Rubens Nóbrega,

    Admiro muito sua maneira de se expressar de modo eloquente, poucos fazem assim. Mas não concordo com suas palavras.
    O candidato Bolsonaro vem sendo vítima de uma mídia falaciosa e oportunista cujo objetivo principal é incurtir na mente dos mais incautos pensamentos de misogenia, racismo, facismo.
    Nao podemos rotular uma pessoa por atitudes pontuais ao longo de sua vida. Seria um crime acusar alguém de misogenia por ter sido grosseiro com uma mulher ao longo da vida.
    Quem ? Mulher ou homem, nunca , em momento algum foi indelicado com o sexo oposto? Muitas vezes agimos conforme o calor do momento.

    Sabemos que todos agimos baseados em motivaçoes. A unica motivaçao para partidos oportunistas desejarem denegrir o nome do candidato Bolsonaro é a de incurtir na mente das pessoas a imagem de um ditador facista e racista, e assim tirar votos do candidato.
    Sua colaboração para que tal imagem se propague nas mentes de mulheres e homens incautos têm suas motivaçoes pessoais assim como qualquer ato. Não sei quais são, mas espero que sejam nobres, como as iniciais de seu sobrenome.
    Forte abraço,

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