Professor comenta desempenho pífio da Paraíba na educação

(Imagem: charge de Régis Soares)

Sobre artigo publicado ontem (4) neste blog, mostrando os resultados medíocres da Paraíba no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado segunda-feira (3) pelo Ministério da Educação, o Professor Menezes escreveu comentário (reproduzido adiante) no qual teme que desempenho tão sofrível seja aplaudido por governantes e muitos dos seus crédulos governados, graças aos efeitos especiais da propaganda governamental.

Diga aí, Mestre

Meu caro amigo

Acabo de ler o seu escrito sobre a penúria da educação neste pujante estado girassoláico, com notas que matariam de vergonha a governantes que as tivessem, mas que, no nosso caso, até por força da mídia oficial, parece que são aplaudidas.

Segundo o artigo revela, com oportunidade, as notas alcançadas pelo nosso sistema de ensino fundamental e médio, em todos os seus segmentos, ficaram pouco abaixo da meta e, por consequência, nossos administradores vão se vangloriar do sucesso alcançado, pois sua lógica decerto recorrerá ao mesmo procedimento das pesquisas eleitorais.

Não se admirem se aplicarem aos índices apurados margem de tolerância da ordem de 3%, que então alçará essas notas/resultados a patamares que se não serão bons, mas pelo menos estarão acima do teto mínimo estatuído pelas ‘autoridades’ gestoras do sistema.

Já é progresso!

O mesmo progresso ou a mesma filosofia governamental que permite que se considere exitosa uma administração que lança alguns quilômetros de asfalto, de qualidade talvez duvidosa e com provável baixa durabilidade, em estradas de baixa densidade rodoviária, e esquece de conservar muitas de maior densidade de tráfego, como consegui comprovar neste final de semana.

Ao regressar de Bananeiras, sofremos – eu e meu automóvel – na rodovia Guarabira/Araçagi/Mamanguape, inteiramente tomada de buracos, em quase toda a sua extensão, buracos esses que não se tornam mais perigosos por que almas caridosas os enchem com areia ou barro, minimizando, assim, os riscos que representam.

Este é um estado de coisas que nos dá pena, mas infelizmente é o que temos.

Um abraço do amigo Menezes.

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