Campina é destaque por inventos e matemática contra o câncer

Tatiana na Unicamp, comemorando o doutoramento, celebrando a vida e o carinho da família (Foto: Arquivo Pessoal)

Duas universidades públicas sediadas em Campina Grande – uma Federal (UFCG), outra estadual (UEPB) – destacaram-se nacionalmente, esta semana. Uma, em razão dos inventos que consegue patentear. Outra, porque uma de suas professoras aplica fórmulas matemáticas no tratamento do câncer.

Segundo estudo divulgado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Universidade Federal de Campina Grande é a segunda do país com maior número de patentes registradas em 2017. “Foram 70 depósitos de patentes da UFCG, nas categorias Patente de Invenção, Modelo de Utilidade, Marcas e Software”, informa a Assessoria de Comunicação institucional.

Nesse quesito, a UFCG foi superada ano passado apenas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo, que lançou 77 pedidos. “A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está na quarta colocação, com 66 depósitos”, assinala a nota da instituição campinense, acrescentando que o desempenho das duas federais em patentes junto ao INPI colocou a Paraíba em oitavo lugar no ranking nacional e em segundo no regional.

Doutorado na Unicamp

Pesquisadora e professora do curso de Licenciatura em Matemática do Centro de Ciências Exatas e Sociais Aplicadas (CCEA), que funciona no Campus de Patos da Universidade Estadual, Tatiana Rocha de Souza doutorou-se em Matemática Aplicada pela Unicamp defendendo tese intitulada “Dinâmica tumoral e a noética”.

Ela defendeu seu trabalho em 18 de maio último, quando mostrou matematicamente, através de simulações, como tratamentos complementares, chamados integrativos, podem atuar na dinâmica de tumores cancerígenos para além dos tratamentos convencionais, como o feito através de quimioterapia, por exemplo.

“Hoje, têm crescido consideravelmente os estudos que comprovam que, associados aos tratamentos padrões, os tratamentos integrativos vêm ajudando no que diz respeito à qualidade de vida e resultados clínicos dos pacientes oncológicos”, diz a professora Tatiana com toda a autoridade científica que lhe confere a carreira de docente e pesquisadora e ainda por sua experiência pessoal, vez que ela também enfrenta a doença desde 2011.

“Eu quis aprofundar os estudos sobre o câncer, não apenas para entender o que estava passando, mas para tentar ajudar outros pacientes que estivessem enfrentando o mesmo problema. A integração da noética surgiu no decorrer da pesquisa, quando, durante o tratamento, fui apresentada à medicina integrativa. Vendo os benefícios em mim mesma, decidi tentar retratar isto nos meus modelos”, explicou.

Uma história incrível

Não deixe de ler, clicando aqui, a matéria completa da Ascom/UEPB com o relato da Professora Doutora Tatiana sobre sua pesquisa e luta contra o câncer.

  • Com informações também da Ascom/UFCG

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