Agora é Cartaxo quem cozinha a oposição?

Não se admirem se esta cena de 2014 se repetir este ano (Foto: Patosonline)

Se Luciano Cartaxo foi cozinhado todo esse tempo por Cássio Cunha Lima & Cia. Ltda., não se admire se agora estiver ocorrendo exatamente o contrário. Agora, o prefeito da Capital é quem estaria cozinhando em banho-marido o grupo campinense ou o que sobra da oposição a Ricardo Coutinho.

Cozinhando com acenos de que pode voltar ao páreo da sucessão estadual, como candidato a governador apoiado pelo PSDB de Cássio e PSD de Rômulo Gouveia, legenda à qual Cartaxo filiou-se em 2015, quando resolveu pegar carona na onda anti-petista para abandonar o partido que lhe deu régua, compasso e sucessivos mandatos eletivos.

Pior ainda para Cássio e aliados, Cartaxo estaria usando fogão da própria Granja Santana nesse cozimento, mantendo a chama acesa das melhores expectativas de quem antes o enrolava a olhos vistos, adiando seguidas vezes uma definição em torno de um nome para encabeçar a tão acalentada chapa de articulada frente oposicionista.

Graças à estratégia de manter Cartaxo sonhando com o Palácio da Redenção sem, no entanto, bater o prego e virar a ponta da definição que ele cobrava, a oposição tucana pode botar na sua conta a decisão do prefeito de desistir da candidatura ao governo. Como se fosse pouco, também pode ser responsabilizada por estimular o ex-candidato a se reaproximar do governador.

Alguns experientes observadores da cena política paraibana acreditam, inclusive, que essa reaproximação começou a ser negociada dias antes de Cartaxo anunciar – em 1º deste mês – sua desistência de concorrer ao governo estadual. Desde então, garantem especuladores mais excitados, prefeito e governador teriam passado a montar e a executar planos de enfraquecimento da oposição.

O mais presumível e verossímil consiste justamente em fazer Cartaxo manter o tucanato paroquial em suspense. Enquanto isso, prefeito e governador avançariam na discussão sobre o apoio político e material de Ricardo aos candidatos cartaxistas à Assembleia, Câmara e Senado. De preferência repetindo 2014, ano em que o governador apoiou Lucélio Cartaxo para senador.

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  1. RADAR Disse:

    Essa é política miúda engendrada nas alcovas dos podres poderes. Se decide nos banheiros, nos bares, nas cozinhas, quem vai ser o candidato dessa pseuda elite tupiniquim. Ficam na mídia fazendo jogo de cena. Mera encenação.
    Lá pelas tantas, submetem de forma dissimulada o nome do sujeito nas famigeradas convenções( um monte de gente que se deixa manipular em troca dos empregos disponibilizados) e aprovam o nome daquele escolhido nas alcovas.
    Na Paraíba pobretona, em plena modernidade, os curais eleitorais ganham forma e são apelidados de partidos.Têm dono.
    E a Paraíba pobretona, continuará “naturalmente” pobre, atrasada e fazendo a riqueza dos profissionais da política. Até quando, meu Deus !

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