Cadê o IPC que tava aqui?

IPC de João Pessoa (Foto: Google Maps)

Governo do Estado anunciou há seis anos a construção do novo Instituto, mas empresário diz que dinheiro mal deu para fazer Central e Academia de Polícia

Pode ter sido para dourar a pílula de questionada e polêmica troca. De valioso terreno público (em Mangabeira) por um particular (no Geisel) nem tão valorizado assim. Eis, talvez, a razão de em 2012 o Governo do Estado ter anunciado que o seu parceiro privado na história construiria um novo Instituto de Polícia Científica (IPC) na Capital.

Não só um novo IPC, onde provavelmente não veríamos – como estamos vendo hoje – os horrores e precariedades que levaram à interdição do atual Instituto pelo Ministério do Trabalho. Também uma nova Central de Polícia e uma nova Academia de Polícia seriam construídas – como o foram – por empresas de Roberto Santiago, dono do Manaíra Shopping. Que em troca ganharia – como ganhou – a hiper, ultra, mega, super área entre Mangabeira e Bancários onde instalou o seu Mangabeira Shopping.

Veja notícia publicada no portal do próprio Governo

Agora, leia o que diz o empresário Roberto Santiago

Procurado pelo blog para explicar porque não construiu o anunciado IPC, o empresário Roberto Santiago prestou verbalmente os seguintes esclarecimentos:

Na hora em que foi feito o acordo envolvendo a permuta com o Governo do Estado, não existia nenhum projeto (básico, de obra). Nada. O acordo era a gente voltar o valor (R$ 11,8 milhões) em obras para a Segurança Pública. O governo iria estabelecer o quê e onde seria seria construído.

O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta, firmado com o Ministério Público Estadual) não menciona IPC nem Central de Polícia. Nada. Só falava em ‘equipamentos de segurança pública’. A Acadepol era (uma obra) óbvia, por conta da relocação (do terreno de Mangabeira para Jacarapé). O outro equipamento seria a Central de Polícia. E, ‘se desse’, seria feito o IPC.

Na hora de fazer o orçamento, mal deu pra fazer os dois que foram feitos (Acadepol e Central de Polícia). A gente acabou gastando mais de R$ 20 milhões. E a base disso tudo era, portanto, a Central de Polícia e a construção de uma nova Acadepol. Se tivesse (sobrasse) dinheiro, (faria) o IPC.

Quando foi feito o acordo, ninguém tinha noção de projeto, orçamento etc. Os projetos dos três foram feitos bem depois. Não dava pra afirmar nem o tamanho. O projeto da Acadepol foi feito a partir do TAC. A Central de Polícia não tinha sequer projeto básico. Não existia obrigação em nada. Porque o TAC não falava em nada, só em ‘equipamentos de segurança pública’.

Todo mundo acompanhou, debateu no Ministério Púbico, na Assembleia, na imprensa… Ninguém sabia o que existia.

Também procurado, governo não respondeu

O blog tentou obter esclarecimentos do Governo do Estado sobre a questão da não construção do novo IPC em João Pessoa. Enviou desde ontem (12), às 12h12, mensagem eletrônica para o jornalista Sebastião Lucena, secretário executivo de Comunicação do atual governo. Até o fechamento desta matéria, contudo, nenhuma resposta.

2 Comente Cadê o IPC que tava aqui?

  1. Antonio Negromonte Disse:

    Tião Lucena é o maior babão que Ricardo Coutinho pariu!!! Ele fala do governo como estivesse falando de Bruna Marquezine!!! Tudo de bom e maravilhoso, tudo em perfeita harmonia!!! Nada de defeito, só maravilha!!!

  2. Robson Disse:

    Pense num governo republicano!

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