Bancos não cumprem lei estadual que poderia inibir explosões

Daniela voltou a pedir ontem, desta vez pessoalmente, a audiência a Ricardo para tratar da lei contra assaltos a banco (Foto: Blog Anderson Soares)

Nem o governo do Estado impõe instalação de dispositivo que inutilize dinheiro de caixa eletrônico atacado

Mais de um mês e 13 explosões depois de ter pedido formalmente ao governador uma audiência para discutir meios de conter os assaltos a banco na Paraíba, restou à deputada Daniela Ribeiro (PP) apelar à Justiça.

Não para obrigar Ricardo Coutinho a recebê-la, obviamente, mas para fazer com que o Estado faça cumprir a Lei Estadual nº 9.541, de autoria da deputada, que obriga banco a instalar dispositivo que inutilize cédulas de caixas eletrônicos violados por assaltantes.

A lei foi sancionada pelo governador em 30 de novembro de 2011. Prevê que as máquinas de autoatendimento dos bancos disponham, a partir daquela data, de qualquer sistema que inviabilize o aproveitamento do dinheiro que os ladrões tentem roubar desses estabelecimentos.

O Brasil dispõe há mais de dez anos de razoável variedade de tecnologias que dificultam ou desestimulam a ação dos ladrões de banco. Mas, da tinta antifurto que borra as notas, passando pela fumaça que zera a visibilidade em torno do equipamento atacado ou o malote eletrônico somente aberto por digitais autorizadas… Nada disso é aplicado nas agências, postos ou baterias de caixas automáticos instalados na Paraíba.

Enquanto isso, em apenas um mês e meio deste ano o Mapa da Violência 2018 do Sindicato dos Bancários da Paraíba (abaixo) já registra 13 ocorrências de bancos alcançados pela insegurança pública na Paraíba. Três desses crimes abalaram Campina Grande.

Em Campina, segunda maior cidade do Estado, no dia 17 de janeiro último o subsolo de um shopping foi quase inteiramente destruído por explosões. No local funcionava uma agência da Caixa Econômica Federal, alvo principal dos bandidos.

De qualquer modo, explosões ou pedidos de audiência sobre o assunto não parecem comover o governador. Talvez porque ele, o vivente mais bem protegido da Paraíba, não conheça nem reconheça violência no Estado que governa. Sob essa ótica não haveria, portanto, o que discutir nem agir.

Audiência foi pedida desde 10 de janeiro. Veja o ofício

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  1. Arnaldo Costa Disse:

    Gente da Paraíba. Essa posição do Governador em dar audiência a uma Deputada para discutir a questão grave de explosões de caixas eletrônicas de bancos reflete o seu franco alheamento para a Segurança Pública do Estado. Esse episódio é apenas um dos vários indicativos de que esse Governador, como um pseudo socialista e com sangue petista, não tem nenhum comprometimento com a segurança pública deste Estado.
    Para provar o que digo, basta algum Jornalista fazer essa pergunta a ele: “Governador, quais as bases da política de segurança pública deste Estado?” Nem o Secretário dessa pasta saberia responder.
    Felizmente, estamos a poucos dias para nos livrarmos desse personagem asqueroso quando ele se afastar para ser candidato, sabe a quê. Quero ver o seu prestígio quando ele ficar sem a caneta e um Diário Oficial…

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