Eleição de novo desembargador ameaça parar no CNJ

Ricardo Vital disputa vaga no Pleno do TJ com Wolfram (Fotos: TJPB)

Tem tudo para ser alvo de denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a demora do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) em escolher novo membro para a vaga da desembargadora Maria das Neves do Egito, aposentada desde 10 de julho do ano passado.

A eleição para recompor o Pleno do TJ deveria ter sido convocada 40 dias após aquela data, de acordo com normas do próprio Tribunal. Mas não o foi porque estaria em desvantagem no páreo o suposto candidato do grupo do qual faz parte o desembargador-presidente Joás Filho.

Esse candidato seria o juiz Wolfram da Cunha Ramos, irmão dos desembargadores Abraham Lincoln e Márcio Murilo Ramos, regimentalmente impedidos de votar na sessão que escolher o sucessor de Doutora Nevita, como a desembargadora aposentada é também conhecida.

Sem poder contar com os irmãos, Wolfram teria apenas sete votos contra nove do seu mais próximo concorrente, que vem a ser o juiz Ricardo Vital de Almeida. Assim, para reverter a maioria ‘oposicionista’, o grupo tido como situacionista estaria tentando, por todo esse tempo, defecções no bloco contrário.

Essa seria a razão de não ter sido publicado ainda em 2017 o edital que convoca a eleição do novo desembargador. Para por um fim à pretensa cera, os nove da ‘oposição’ devem cobrar incisivamente a abertura do processo sucessório de Nevita na primeira reunião do Pleno deste ano, prevista para 7 de fevereiro próximo.

Caso Joás não se antecipe aos fatos e deixe de convocar até lá a tão aguardada sessão extraordinária, o grupo que em tese apoia a candidatura de Ricardo Vital deve ingressar com representação ou reclamação no CNJ contra a presidência do TJ.

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