Dá pra falar em segurança no Estado onde até delegacia de polícia é assaltada?

(Imagem meramente ilustrativa – G1SP)

Por maior esforço de convencimento que façam a mídia a serviço e a propaganda de governo, estatísticas e discurso das autoridades estaduais não batem com a realidade de insegurança e violência que apavora a grande maioria da população paraibana.

O cotidiano da brava Pequenina oferece com exemplar assiduidade fatos do mundo real que desmoralizam qualquer número ou argumento usado pela publicidade governamental para construir, adornar e consolidar a imagem de uma Paraíba tranquila.

Cidadãos portadores de dois neurônios pra cima sabem, contudo, que subliminarmente toda essa produção de efeitos especiais é muito mais para realçar a imagem do governante. Pelo visto, tem dado certo, considerando os índices de popularidade do governador.

Ricardo Coutinho emplacou, não há dúvida, a fama de realizador. Principalmente pelas obras que sua gestão empreendeu e empreende. E o ‘povão’, como dizem lá em Bananeiras, adora obra. E nesse encantamento não se importa nem reclama da qualidade dos serviços públicos que lhe são prestados pelo Estado.

O mesmo ‘povão’ quer nem saber, também, da péssima manutenção do patrimônio – obras incluídas – que o mesmo governo de agora encontrou prontas.

O que vale é estrada nova, mesmo asfaltada a pincel, como diz Gosto Ruim. A estrada velha que se dane e lasque quem passar por seus buracos.

Bom também é escola nova, não esse negócio de melhorar a qualidade – sofrível com viés de baixa, segundo indicadores oficiais – do ensino público sob responsabilidade do Governo do Estado.

E por aí vai…

Enquanto isso, para manter o senso comum nesse deslumbramento o governo investe R$ 38 milhões por ano, em média. Essa baba rende fortunas eleitorais e patrimoniais, lógico, mas bem que uma parte dela, um tiquinho que fosse, poderia e deveria ser aplicada em segurança pública digna do nome.

Com isso, daria ao menos um pouco de verossimilhança à propaganda de governo, que bota a perder todo o gasto que nela se faz quando vem a público, por exemplo, a notícia de que uma delegacia de Polícia foi assaltada em Pocinhos esta semana e de lá os bandidos levaram revólver, pistola e espingarda.

Ou quando um delegado de Polícia vem a público para informar que aconselhou um cidadão ameaçado de morte, lá em Sousa, a fugir da cidade onde mora. Em tempos e condições normais de temperatura e pressão, em vez de tal conselho a Polícia cuidaria de dar proteção à vítima e à sua família.

Mas não é assim que funciona na Paraíba de meu Deus. Que não é de Ricardo Coutinho, devo esclarecer. Embora alguém – ou o próprio – possa confundir uma divindade com outra.

2 Comente Dá pra falar em segurança no Estado onde até delegacia de polícia é assaltada?

  1. josé carlos de A Moura Disse:

    O pior é que êle faz ouvido de mercador, e faz…..

  2. Paulo Disse:

    Muito bem interpretada a questão de segurança no nosso Estado! Concordo com tudo que aqui foi exposto!

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