Bronzeado insiste na ‘indústria da multa’ e mostra radar ‘escondido’ na orla

(Foto: Valério Bronzeado)

Na polêmica sobre “indústria da multa” versus “indústria de infratores” no trânsito de João Pessoa, o promotor de Justiça aposentado Valério Bronzeado voltou à carga na manhã de hoje (22) e enviou ao blog fotografia de um radar “escondido”, instalado em um poste na Avenida Cabo Branco.

Na compreensão de Bronzeado, a forma e o local onde o equipamento foi colocado comprovariam que a Prefeitura de João Pessoa, através de sua Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), está mais interessada em multar e faturar do que controlar e reduzir a velocidade dos carros na Capital.

“Sob o escudo da virtude, da boa ação, se esconde o desejo de faturar o maior número possível de multas porque fabricantes dos pardais recebem porcentagens sobre as multas”, volta a denunciar, acusando ainda a Semob de “colocar radares escondidos, placas de velocidade de tamanho mínimo e reduzido misturadas com dezenas de outras para confundir e multar”.

Sobre tal acusação, o blog ouviu anteriormente Carlos Batinga, superintendente de Mobilidade Urbana de João Pessoa, e ele garantiu que tal “comissão” não existe. Explicou que a aplicação da receita com multas de trânsito é disciplinada por lei federal que não prevê qualquer pagamento a fabricante de equipamentos como pardais, bandeirões ou lombadas eletrônicas, entre outros.

Clique aqui para ler tudo o que Batinga disse sobre a denúncia de Bronzeado.

3 Comente Bronzeado insiste na ‘indústria da multa’ e mostra radar ‘escondido’ na orla

  1. Jair Cesar Miranda Coelho Disse:

    Ilustre jornalista Rubens Nobrega. Tem total razão o ilustre promotor de justiça, escritor e exemplar cidadão Valerio Bronzeado. Existe sim a industria da multa, instalada sob os auspicios da SEMOB/ Prefeitura de Joao Pessoa. É só andar pela cidade, nos bairros de maior concentração de veiculos, logico. pois a clientela é maior, que se constata tal fato.
    Agora parece-me tambem com razão o Senhor Batinga. O Brasil tem uma industria de infratores sim. Politicos, deputados, senadores e prefeitos a INFRINGIR a lei. A INFRINGIR a lei de ,licitações, da prestação de contas, da obra fantasma da gangue de empreiteiras etc.
    Infelismente essses INFRATORES atuam tambem na Paraiba. São INFRATORES da boa cidadania, da honestidade, da moral e dos bons costumes. Cordial abraço.

  2. João Memória Boa Disse:

    Não compreendo a celeuma.
    Para mim, parece óbvio que se o denunciante não transgredir as leis de trânsito, não será multado.
    Em síntese: devemos respeitar a lei, a despeito de ser integrante, ou não, do Ministério Público

  3. Arael M. da Costa Disse:

    Caríssimo Rubens
    Com as alvíssaras pelo retorno do blog, ouso intrometer-me neste assunto, polêmico, por natureza.
    É bem verdade que a política da SEMOB é contraditória. No tocante a multas, mesmo que não remunere os cessionários dos equipamentos, lhes paga régio aluguel, decerto. Isto conduz à proliferação de “pardais” e assemelhados, nos locais mais esdrúxulos – digamos. E, talvez, por serem uma boa fonte de renda, sem grandes esforços, esses “pardais” substituem com profusão os agentes de trânsito que deveriam zelar pelo cumprimento da legislação, não só em relação aos procedimentos que o equipamento registra, mas também em relação a outros tais, como o respeito a vagas especiais – idosos e deficientes, estacionamentos irregulares, carga e descarga interrompendo vias públicas e outras.
    Basta dar uma circulada por cidades vizinhas para se ver que por lá os agentes de trânsito têm atuação eficaz, não só fiscalizando o cumprimento das posturas, como orientando o tráfego, para assegurar sua fluidez.
    Por que será que em nossa cidade isto não é possível? Parece-me que por falta de pessoal não é…

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