Funcionário do IPM tentou destruir provas, revela delegado

Delegado Allan Terruel, do GOE (Foto: G1)

O delegado Allan Terruel, do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, revelou hoje (14) à rádio CBN João Pessoa que um servidor tentou invadir remotamente o sistema de computação do Instituto de Previdência do Município (IPM) para destruir provas que incriminam pessoas presas pela Operação Parcela Débito.

Ele não revelou o nome do funcionário, mas já apurou que o acusado teria agido sob ordens de terceiros. Provavelmente interessados em ocultar provas que complicam ainda mais a situação de dirigentes e ex-dirigentes do Instituto, além de outros servidores, todos presos sob acusação de fraudarem a folha dos aposentados e pensionistas pagos pelo Instituto, desviando recursos para enriquecimento ilícito.

A Operação Parcela Débito foi deflagrada no dia 24 de agosto último pelo Ministério Público da Paraíba, através do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com participação das Polícias Civil e Militar do Estado e da Controladoria-Geral do Município (CGM). Foram presas 19 pessoas, acusadas por fraudes e desvios no IPM que somariam mais de R$ 25 milhões.

Allan Terruel, que comandou equipe do GOE na Operação, preside o inquérito policial sobre o caso do IPM. Ele disse à CBN que um outro inquérito será aberto especificamente para apurar a tentativa de invasão do sistema do Instituto com o objetivo de destruição de provas, conforme já teriam confirmado três servidores públicos ouvidos esta semana pela autoridade.

O delegado garantiu que uma ação rápida do pessoal de suporte em tecnologia da informação do IPM evitou que o crime fosse consumado em favor dos suspeitos que se encontram presos e outros que podem vir a ser presos por ordem da Justiça, a pedido da Polícia ou do Ministério Público, no curso das investigações.

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  1. Lúcia Elias Disse:

    Nós últimos anos, nós aposentados ou pensionistas do IPM, temos passados sérios constrangimentos, com ligações ou cartas de cobranças, inclusive do SERASA, nos cobrando parcelas de empréstimos consignados em folhas. Realmente, pelo fato de termos alguns empréstimos, ficou sem controle os descontos. No meu caso, cheguei a pegar folha financeira e extrato bancário. Cheguei a liga para um dos bancos cobradores, q me confirmação não recebimento de parcelas de forma alternadas. Telefones ameaçadores, agressivos também, inclusive enviando códigos de barras. Alertei ao banco q se isso estava acontecendo alguém estava desviando.
    Esperamos q tudo seja esclarecidos.
    Lúcia Elias

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