Eduardo Jorge admite ser candidato, mas defende Gabeira para Presidente

O médico sanitarista Eduardo Jorge (foto) admitiu hoje (30), em João Pessoa, “pensar” em se candidatar novamente a Presidente da República se o seu partido – o PV – o escolher para disputar o cargo em 2018. Defendeu, porém, o nome do jornalista Fernando Gabeira como o concorrente mais forte que a legenda pode apresentar.

Em visita à Paraíba neste final de semana, para comemorar aniversário de sua sogra (baiano de nascimento, ele é casado com uma paraibana), Eduardo Jorge também lamentou a provável saída do senador paranaense Álvaro Dias do PV. “Ele é uma liderança muito expressiva e seria muito interessante tê-lo como nosso candidato a presidente, algo que ele quer”, disse.

Ao seu lado, o ex-deputado Sargento Dênis, presidente do PV na Paraíba, informou que Álvaro Dias está de malas prontas para o Podemos, sigla sucessora do PTN (Partido Trabalhista Nacional). Dênis e sua esposa, Maristela Viana, secretária-executiva de Articulação Política do Governo do Estado, tomaram café da manhã com Eduardo Jorge em um restaurante da Capital.

Candidato a presidente em 2014, Eduardo Jorge foi deputado estadual e federal pelo PT de São Paulo em várias legislaturas, de 1983 a 2003, e destacou-se na Assembleia Nacional Constituinte pelas propostas que fizeram o Brasil universalizar seu sistema de saúde pública, base para a criação e instituição do Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma das mais positivas referências do Brasil no exterior em Medicina Preventiva e Saúde Pública, ainda como legislador Eduardo Jorge também foi defensor e co-autor de leis que resultaram na introdução dos medicamentos genéricos no país e da adoção do Programa Saúde da Família (PSF).

Secretário de Saúde da capital paulista nos governos de Luiza Erundina (1989-1990) e Martha Suplicy (2001-2002), Eduardo Jorge empenhou-se para o Brasil copiar o modelo norueguês dos genéricos (acabou prevalecendo o norte-americano, por opção de José Serra, então ministro da Saúde) e lutou até onde foi possível por um PSF nos moldes da Inglaterra, “onde metade dos médicos é formada para atuar como médico da família”, lembrou.

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  1. Laura Beleza Rocha Disse:

    Que delícia! Voto nós dois (ou em um deles) com muita alegria e confiança.

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