Vereador diz que doação de cantora emociona prefeito, mas Prefeitura não ajuda instituições de caridade

Marília Mendonça no Parque do Povo (Foto: Codecom/PMCG)

Segundo denúncia, há seis meses entidades assistenciais não recebem um centavo da Prefeitura

Três dias depois de ver o prefeito Romero Rodrigues emocionado com o gesto da cantora Marília Mendonça, que doou R$ 100 mil a uma instituição que cuida de idosos em Campina Grande, o vereador Olímpio Oliveira, de Campina Grande, cobrou ontem (27) o  pagamento de subvenções a 29 entidades filantrópicas que nada recebem da Prefeitura local “há pelo menos seis meses”.

“O prefeito se emocionou com a doação da cantora Marilia Mendonça ao Instituto São Vicente de Paula em Campina, mas isso não o comoveu a reativar os repasses as 29 entidades filantrópicas que estão sem receber subvenções sociais por parte da PMCG há pelo menos 6 meses”, diz o vereador em nota à imprensa na qual cobra também de Romero a remessa à Câmara Municipal projeto de lei através do qual o legislativo autorizaria a Prefeitura a renovar a concessão de ajuda financeira às casas de assistência social de Campina Grande para o exercício de 2017.

Olímpio Oliveira lembra ainda que o prefeito que se emocionou tanto com a doação de Marília Mendonça que esqueceu que há seis meses não repassa subvenções ao próprio  Instituto São Vicente de Paula, alvo do gesto de solidariedade da cantora. Com isso, Romero estaria desconsiderando e contribuindo para inviabilizar o trabalho de instituições como Apae (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais), Instituto dos Cegos, Rede Feminina de Combate ao Câncer, entre outras.

“Essas pessoas deveriam ser atendidas pela Prefeitura, mas dependem nos dias atuais, exclusivamente, do trabalho voluntário de inúmeros abnegados. Considerando que algumas dessas casas trabalham com abrigos, cujas despesas são altas e perenes, essas instituições estão sendo prejudicadas com os atrasos nas subvenções do no passado, sem falar que nada receberam em 2017”, lamenta o vereador.

Sem resposta

Sobre o assunto, o blog entrou em contato no começo da tarde de ontem (27) com a Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Campina, mas não obteve até aqui qualquer resposta ou esclarecimento para a questão apresentada pelo vereador Olímpio Oliveira. O espaço continua aberto a qualquer manifestação do poder público municipal.

4 Comente Vereador diz que doação de cantora emociona prefeito, mas Prefeitura não ajuda instituições de caridade

  1. Admiro o acompanhamento do legislativo Campinense ao executivo municipal, tanto nas questões produtivas da administração Romero Rodrigues pela situação, quanto na fiscalização oposicionista, cada um ao seu modo , fazendo valer o mandato de cada um.

  2. djalma marques Disse:

    Qual foi o valor pago a cantora por sua participação no evento

  3. Luiz Carlos Disse:

    O prefeito falando pra quem não conhece a situação acha que tá tudo as mil maravilhas Parabéns ao vereador dr olimpio um dis vereadores que se preocupa com bem está daqueles que precisa

  4. José Carlos Disse:

    Seria grave se, de fato, fosse verdade, mas driblar a verdade parece ser um gesto muito usual no país de Macunaíma.

    Ora, as instituições de caridade passaram a receber subvenções da Prefeitura nos Governos Cássio/Cozete.

    Após esse mandato, passaram oito anos sem receber um só centavo da Prefeitura e não teve uma só voz – apesar de ter mandato – na Câmara reivindicando as subvenções para as instituições de caridade, durante esse período.

    Somente a partir do ano de 2013 é que as instituições de caridade voltaram a receber as subvenções da PMCG e isso perdurou até 2015.

    Em 2016 – como se sabe, ano eleitoral – visando atender ao comando do art. 73, da Lei 9.504/97, que veda, proíbe e impede que o gestor candidato a reeleição faça doação em *ano eleitoral* é que a gestão atual não subvencionou, mas foi enviado Projeto de Lei a Câmara este ano para dar continuidade ao pagamento das subvenções as instituições de caridade e agora aparecer um cobrador de débito inexistente pedindo para a PMCG pagar o que NÃO DEVE, mas por saber que, independente dessa cobrança de ocasião, assim que o Projeto de Lei for aprovada na Câmara, o Município voltará a subvencionar como o sempre fez.

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