O Rubão errou na contagem dos passageiros de trem da alegria na Câmara

Marcos Vinicius, presidente da Câmara (Foto: Geovanne Santos)

O Rubão errou na contagem dos passageiros do trem da alegria criado na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Não são apenas 50 os possíveis beneficiários da iniciativa do vereador-presidente Marcos Vinicius, conforme matéria postada neste espaço no dia 29 de março último.

Segundo publicou ontem (11) o jornalista Geovanne Santos em sua página na Internet, são 73 – e não 50 – os cargos de livre provimento (sem concurso público) criados pela Lei nº 1.869/2017, aprovada no mês passado pela Câmara dos Vereadores da Capital.

“O artigo 3° da referida lei institui uma nova tabela salarial para os cargos de provimento em comissão e função de confiança. Pela nova tabela, o valor máximo de um assessor pode chegar a R$ 12.000,00”, acrescenta Santos, oferecendo aos seus leitores, a seguir, a nomenclatura de todos os 73 cargos criados.

‘Promessas de campanha’

Informações colhidas pelo Blog indicam que essa foi a fórmula encontrada por Marcos Vinicius para cumprir promessas de campanha para chegar à Presidência da Câmara. Ele foi eleito presidente com votos de colegas da situação e da oposição, que nele teriam votado em troca da nomeação ou contratação de afilhados políticos ou parentes na CMJP sob nova direção.

Marcos Vinicius teria apresentado essa fatura ao prefeito Luciano Cartaxo, que se recusou a pagar a ‘conta’, embora tenha apoiado as articulações do vereador e seu ex-secretário de Comunicação para se eleger presidente do Legislativo municipal. Sem empregos na Prefeitura de João Pessoa, o vereador-presidente tratou, então, de encarrilhar o seu próprio trem da alegria para atender aos compromissos de campanha. Daí, a Lei nº 1.869/2017.

2 Comente O Rubão errou na contagem dos passageiros de trem da alegria na Câmara

  1. João Memória Boa Disse:

    MV não quer só um trem, ele quer uma frota inteira.
    O Ministério Público só precisa ficar de olho nos famosos “repasses”, em que o cidadão recebe o salário, mas tem que pagar um pedágio ao político abençoador do cargo.

  2. Newton Mota Disse:

    Dá náuseas ! Dá vontade de vomitar. Está aí aos nossos olhos o que há de mais abjeto na política tupiniquim. João Pessoa não merece isso. Nós não merecemos isso. Isso nos envergonha. O dinheiro público sendo tratado dessa forma e na cara do eleitor.

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