PMDB não decide coisa alguma que Maranhão já não tenha decidido

Maranhão concede entrevista após o encontro do PMDB (Foto: MaisPB)

A decisão do PMDB da Paraíba de disputar o Governo do Estado em 2018 não é de hoje (27) nem pode ser creditada à Executiva Estadual, a um grupo ou qualquer outro colegiado do partido. A candidatura anunciada nesta segunda-feira está decidida há meses pelo próprio candidato.

Afinal, a preço de hoje e desde 1998, não há a menor chance de algo ser encaminhado ou decidido dentro do PMDB paraibano sem passar pelo crivo do seu atual e eterno presidente, José Targino Maranhão. Embora o mais comum seja o coletivo partidário referendar aquilo que o senador já tenha resolvido antecipadamente.

Com essa candidatura não é nem será diferente. “Maranhão locuta, causa finita“. Tem sido assim no PMDB desde a morte do saudoso governador Antônio Mariz, em 1995, quando o então vice-governador José Maranhão não apenas instalou-se feito posseiro no comando do partido como se transformou no maior capital eleitoral da legenda.

Como se fosse pouco, a musculatura política e eleitoral de Maranhão cresceu enormemente em 2014, quando tentou – e conquistou em grande estilo, apesar de inicialmente desacreditado – a única vaga disponível para o Senado. Inclusive batendo um adversário – Lucélio Cartaxo (PT) – apoiado pelas duas máquinas públicas mais apetrechadas e azeitadas para eleger qualquer postulante: Governo do Estado e Prefeitura de João Pessoa.

Melhor ainda: dono de um partido e de um mandato de oito anos, com metade ainda por concluir, em 2018 ele pode disputar o governo estadual sem risco algum de ficar no sereno, sem mandato. Ganhou, assume o poder que pode mais na Paraíba. Perdeu, retorna tranquilo a um paraíso de privilégios e mordomias que atende pelo nome de Senado Federal. Ou seja, mesmo se perder, Maranhão ainda sairá ganhando.

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  1. Newton Mota Disse:

    Rubão, está aí um quadro real do que é a política coronelista na Paraíba. Ainda permanece as práticas do século passado. Lamentavelmente, não temos partidos e o protagonismo político é exercido pelos donos – digamos, das agremiações, das associações. jamais partido político. Candidaturas são decididas dessa forma: na mesa de bar, nas fazendas, nas alcovas palacianas, na cozinha da casa de praia, e por aí segue… não falta lugar!
    E depois, meia dúzia de serviçais(morcegos do serviço público, em sua maioria) apelidados de filiados, vão lá e chancelam a candidatura do coroné. E aí, vem as ileições, e tal qual a cavalaria do sete de setembro, lá vem o coroné desfilando(mentindo descaradamente, prometendo inté terreno em loteamento do céu), bufando, a bostice cavalariana ficando pelo caminho e o povo aplaudindo. Êta, Paraíba Boaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

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