Engenheiro diz que não basta triplicar a BR e sugere um arco metropolitano para João Pessoa

Qualquer acidente ou serviço na Br, eis o resultado (Foto: Arquivo/G1PB)

Não basta triplicar, tem que abrir um arco metropolitano na Grande João Pessoa, interligando a BR 101 Norte e Sul e a BR 230, retirando o tráfego de caminhões pesados das congestionadas rodovias federais. Fazer apenas uma terceira faixa no perímetro urbano da 230 não resolve o problema.

A sugestão foi apresentada hoje (22) ao blog por Dalteir Sobrinho, engenheiro dos quadros da Chesf, paraibano de Taperoá. Lembrando: arcos metropolitanos são vias que contribuem para maior fluidez no transporte de cargas; ao mesmo tempo, desafogam o trânsito em grandes rodovias que hoje são avenidas urbanas nas cidades-regiões em que se transformaram as capitais brasileiras e municípios vizinhos.

A partir da proposta de Dalteir, este blogueiro foi assuntar, pesquisar e refletir sobre o assunto e chegou a algumas conclusões e observações que compartilha agora com os leitores. Vamos lá pra ver, então.

Seguinte: na Grande João Pessoa, as BRs 101 e 230 atendem ao mesmo tempo ao tráfego metropolitano e de rodovia. São carretas e ônibus rodando, circulando – muitas vezes disputando espaço – nas mesmas pistas por ondem passam carros pequenos e médios, motocicletas e bicicletas, além de viaturas policiais, de bombeiros e ambulâncias.

Por essas e outras, temos aí características de um trânsito avançando velozmente para um ponto de saturação. Dá para presumir, então, que as pistas laterais projetadas para a BR 230, entre Cabedelo e Oitizeiro, apenas inicialmente e parcialmente conseguirão proporcionar algum desafogo. A tendência, no médio ou longo prazo, é piorar.

Afinal, é medianamente compreensível e previsível um aumento do fluxo nas BRs que cortam a nossa região metropolitana. Tanto nas laterais como no leito principal da estrada. Porque crescerá em paralelo o número de estabelecimentos comerciais e industrias que justamente em razão da melhoria de acesso procuram se instalar nas margens dos trechos urbanos de rodovias federais que se conectam à malha viária de cidades em acelerado adensamento populacional.

Como e por onde construir um arco metropolitano para a Capital do Estado e seu entorno é tarefa da engenharia nacional ou paraibana. Que tem régua, compasso, conhecimentos, experiência e capacidade para traçar um novo caminho – ou um novo destino – para um milhão de pessoas que diariamente precisa se deslocar dentro do território mais povoado da Paraíba.

Difícil? Impossível? Qual o quê! Nada que um bom projeto e uma vontade política determinada a fazer o bem não resolvam.

5 Comente Engenheiro diz que não basta triplicar a BR e sugere um arco metropolitano para João Pessoa

  1. HM Disse:

    Já existem estudos conceituais de traçado, desenvolvidos a pedido do DER-PB.

  2. José Francisco Nóbrega Disse:

    Caro Rubens: sobre esse assunto, a Academia Paraibana de Engenharia – Apenge -, realizou ontem na sede da Fiep em João Pessoa, um evento sobre Mobilidade Urbana na Região Metropolitana de João Pessoa. Participaram da reunião, além da Fiep, os seguintes órgãos: Dnit, Der, Cbtu, Cia. Docas e as Prefeituras de Cabedelo, João Pessoa, Conde, Bayeux e Santa Rita.Foram discutidos diversos assuntos sobre o tema, além de proporcionar uma integração entre seus gestores.
    Com relação ao trecho sobreposto das BRs 101 e 230, o Dnit estará lançando no prazo máximo de 60 dias, o edital de licitação para execução de vias paralelas as Brs, inclusive com viadutos, e interseções com as malhas urbanas de Bayeux e Santa Rita, o que contribuirá para minimizar o problema.
    Com relação ao Arco Metropolitano, o Dnit já iniciou os estudos para elaboração do projeto, que se iniciará na BR 101 Sul, em frente ao acesso à cidade do Conde, terá uma interseção com a BR 230 e seguirá por traz de Santa Rita até se encontrar novamente com a BR 101 norte.
    Esperando ter contribuído para esclarecer seu comentário, me coloco a disposição para outros esclarecimentos que julgar necessários.

    Atenciosamente

    José Francisco Nóbrega

    Fones 99981.7652 / 98887.4546

    Obs. se lembra da aguardente cascavel de goiamunduba, em nossa bananeiras ?

  3. Alysson Disse:

    A BR 230 não está sendo triplicada, apenas construída a 3ª faixa em cada via (duas faixas). Triplicar (3 vezes mais) seria construir mais 08 faixas, o que totalizaria 12 faixas (3 vezes as 4 faixas existentes).

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