Projeto da UEPB prevê uso do celular contra dengue, zika e chikungunya

Projeto aposta na mobilização da comunidade e compartilhamento de informações sobre a Dengue, Zika e Chikungunya usando dispositivos móveis (Foto: Paulo Whitaker/ Reuters)

Um projeto desenvolvido em parceria entre a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e a University of Wolverhampton, do Reino Unido, quer usar as plataformas móveis, como smartphones e tablets, para aprimorar a vigilância em saúde e a aprendizagem sobre Dengue, Zika e Chikungunya na Paraíba e Pernambuco.

O projeto “Impacto da aprendizagem móvel na prevenção e gestão de complicações causadas por arbovírus” está sendo conduzido pela professora da UEPB Silvana Santos e pelo professor John Traxler, da universidade britânica.

A proposta do projeto é desenvolver aplicativos para dispositivos móveis e criar uma plataforma na Internet para formação profissional em saúde, informação e mobilização das comunidades escolares em torno da prevenção e controle das doenças causadas por arbovírus.

As estratégias seriam desenvolvidas a partir do engajamento da população com a aprendizagem móvel e compartilhamento de informações, o que também representa uma melhora a comunicação em vigilância em saúde junto aos órgãos governamentais e organizações internacionais na área de Saúde.

De acordo com a UEPB, o projeto foi aprovado pelo Conselho Britânico através do Edital Institutional. Segundo a professora, as soluções tecnológicas e processos originados desta proposta podem atingir um grande número de usuários de dispositivos móveis e terão como foco inicial os estados da Paraíba e Pernambuco.

“São usuários potenciais nestes estados. Vamos trabalhar com a perspectiva de 40 mil futuros professores e profissionais de Saúde nas universidades; 200 mil estudantes no ensino médio, além de 20 mil profissionais de Saúde e Educação dos serviços públicos. Para isto, é necessário criar condições para a reflexão da população sobre seu ambiente, saúde e papel na comunidade, viabilizando mudanças reais de crenças e práticas sociais”, disse Silvana Santos.

O projeto será executado em uma cooperação de 24 meses unindo a expertise do grupo britânico referente à aprendizagem móvel, da equipe de pesquisadores de Genética Humana e programas de saúde da UEPB e do grupo de pesquisa para Educação em saúde do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), coordenado pela professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Rosalie Belian.

Também participarão como colaboradores das ações do projeto o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), a Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba e o Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo.

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