PM garante presença no Centro Histórico e não tem registro de arrombamentos em cachaçaria

PM garante que faz rondas diárias e noturnas no Centro Histórico (Foto: PMPB)

Após o dono da Cachaçaria Philipéia, do Centro Histórico de João Pessoa, anunciar que vai comemorar o seu 20º arrombamento distribuindo bolo e cachaça de graça para a freguesia, a Polícia Militar informou ontem (29) que não tem qualquer registro de roubo ou furto envolvendo o estabelecimento.

Através de sua Assessoria de Imprensa, a PM informou ao blog que ao contrário do que reclamam comerciantes e moradores do lugar o policiamento na área central da cidade é feito diariamente através de viaturas que efetuam rondas durante todo o dia e também à noite.

A unidade responsável pelo Centro Histórico é o 1° Batalhão de Polícia Militar, localizado no Varadouro, que a PM garante policiar a área durante todos os dias da semana, contando com o reforço de viaturas da Força Tática, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), motocicletas da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e ainda com policiamento a pé durante o horário comercial, quando o movimento de pessoas é maior.

A resposta da Polícia Militar veio após o jornalista e empresário Carlos Alberto Vieira, Carlão, dono da Cachaçaria, denunciar em entrevista à CBN João Pessoa na quarta-feira (28) que em 13 anos de funcionamento a Philipéia já foi arrombada 19 vezes, a última esta semana.

Falando ao jornalista Herberte Araújo, da reportagem da emissora, Carlão prometeu comemorar o próximo arrombamento oferecendo bolo e cachaça de graça aos seus clientes. Na ocasião, pontuou que ele e vários outros comerciantes ‘insistem’ em manter as portas abertas no Centro Histórico de João Pessoa e por essa razão podem ser chamados de ‘heróis da resistência’, tendo em vista a insegurança do local.

Desabafo

Além de suas declarações à CBN João Pessoa sobre os arrombamentos na sua Cachaçaria Philipéia, Carlão foi às redes sociais postar o desabafo que o blog transcreve a seguir.

Eu sou um brasileiro original: festivo, carnavalesco, futebolístico e ostentação, ou seja, diante das tragédias, dos preços elevados de produtos, do caos social na segurança, na saúde, educação, no transporte, da canalhice dos politiqueiros, eu dou risadas, risadas e mais risadas. Mas não sou tão brasileiro original assim, não.

Mas vamos aos fatos que interessam. Primeiro, acalmai-vos cachaceiros da Parahyba, pois em função do décimo nono arrombamento, ao longo desses 13 anos, não é dessa vez que a Cachaçaria Philipéia vai fechar as portas. Os arrombamentos, perpetrados por contribuintes-ladrões famélicos, na verdade, são resultados de desgovernos cujos sistemas de segurança estão falidos, levados a cabo por pessoas não qualificadas, incapacitadas, sem profissionalismo.

Esses não servem nem para ser inspetor de quarteirão. E, ainda, por pessoas suspeitas, condenadas, investigadas, processadas, réus e citados na boca de bandidos da unilateral Lava-Jato. Eles estão no poder, de forma geral. No mais, para a brasileirada ostentação, festiva e carnavalesca, desejo um péssimo 2017. Justifico já: País nenhum no universo consegue a sustentabilidade econômica, social e política com suspeitos, condenados, investigados, processados, réus e citados na boca de bandidos da unilateral Lava-Jato ocupando o Poder Central. Ademã que eu vou em frente.

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  1. EDSON Disse:

    parabéns pelo seu desabafo.

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