Miudeza política de governador e prefeito empaca obras na Capital

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Pavilhão do Chá (Foto: PMJP)

Liminar obtida ontem (29) pelo Governo do Estado na Justiça para manter o embargo à reforma do Pavilhão do Chá, fechado há seis anos no Centro da Capital, é mais um desses episódios que dão uma boa ideia ou a dimensão mais exata da pequenez ou mesquinhez política que castiga a Paraíba há quase um século.

Fosse isso coisa de um ano e pouco atrás, quando prefeito de João Pessoa e governador do Estado eram aliados, mesmo circunstanciais, a pendenga certamente não resistiria a algumas conversas em reuniões técnicas entre os representantes de órgãos subordinados afins.

Um querendo proibir, o outro tentando liberar, Estado e Prefeitura descambaram para uma batalha judicial sem sentido, que não existiria se os dois principais contendores da peleja realmente guiassem suas decisões pelo republicanismo que pelo menos um, o governador, alardeia até como traço de personalidade.

Em confronto desse nível, o que não falta é golpe baixo, lógico. Como esse da Prefeitura de revogar, anteontem, autorização dada à Cagepa para mudar a tubulação da rede de esgotos em trecho da Avenida Epitácio Pessoa, a principal da cidade.

Para fazer o serviço, o trânsito no local seria interrompido por 16 dias entre as ruas Manoel dos Santos e das Acácias, perpendiculares à Epitácio em lados opostos, nas proximidades do supermercado Pão de Açúcar.

A Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), que expediu a ordem à Cagepa, justificou assim a revogação: “Tem que acertar antes com a Secretaria Municipal de Planejamento, para ver como vai ficar e quem vai fazer a recuperação da área após a conclusão do serviço”.

Seria um argumento razoável ou uma justificativa aceitável se não houvesse um Pavilhão de Chá no meio. Não da avenida, mas dessa eterna briga de paróquia que sempre nos leva do nada a lugar nenhum.

2 Comente Miudeza política de governador e prefeito empaca obras na Capital

  1. João Memória Boa Disse:

    Miudeza do Prefeito? Isso é um contrassenso generalizado de uma cultura “pró preservação histórica” que subverte a lógica e prefere ver os imóveis em situação “original”, em ruínas, a vê-los cumprindo uma adequada função social. Esse embargo é um absurdo, algo teratológico, inimaginável, que só expõe que “órgãos de patrimônio histórico” não tem compromisso com o que é do povo!

  2. Sosteni Disse:

    Esse Governador ainda não se orientou da surra de votos que o Prefeito deu nele! Foi peia viu!

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