Deputado cobra Plano B para livrar Campina do colapso

Boqueirão, principal fonte de Campina e região, com 7% do volume em setembro último (Foto: G1PB)

Boqueirão, que abastece Campina, baixou volume a 7% em setembro último (Foto: G1PB)

O deputado Janduhy Carneiro (PTN) cobrou ontem (27) do Governo do Estado – ‘pra ontem’ – um Plano B para enfrentar a grave crise hídrica da Paraíba, especialmente em Campina Grande e região, que enfrentam racionamento, a iminência de colapso total no abastecimento e, ainda assim, a única alternativa com que contam atualmente é a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco em abril ou maio de 2017, na previsão mais otimista.

Ao classificar de “extremamente preocupante” a previsão do próprio Ministério da Integração Nacional de que, após entrar na Paraíba, a água leve pelo menos mais quatro meses para chegar a Campina Grande, o parlamentar justificou que, por si só, “essa expectativa demonstra a necessidade de execução imediata de um Plano B para socorrer a Rainha da Borborema”. Cabe ao governo estadual, na opinião de Janduhy, acionar os órgãos que lidam diretamente com a questão, a exemplo da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos e Cagepa, para que apresentem e executem algum plano de emergência.

O deputado acredita que em caso de colapso no fornecimento de água tratada o município precisará ser abastecido por cerca de 1.500 carros-pipa, mas uma adutora construída em caráter emergencial ajudaria a “minimizar os estragos da estiagem na cidade”. Da tribuna da Assembleia, ele revelou que tomou a iniciativa de sugerir em recente audiência com o ministro da Integração, Helder Barbalho, gestões para que o Exército Brasileiro seja convocado a dar celeridade aos serviços nos locais onde as obras da transposição estiverem atrasadas ou emperradas.

O blog divulgou na segunda-feira (24) as conclusões de encontro técnico realizado na cidade de Monteiro para discutir o cronograma das obras que Estado e municípios precisam concluir para a Paraíba receber as águas do São Francisco pelo Eixo Leste, nos municípios da região do Cariri, entre Monteiro e Cabaceiras. Tal objetivo não deve ser alcançado antes de junho de 2017, a julgar pelo ritmo, volume e dimensão das obras pendentes.

 

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