Paraibanos pedem e esquecem quase 2 mil RGs nas Casas da Cidadania

Marcus Lacet, do IPC-PB, lembra o custo dos RGs 'esquecidos'

Marcus Lacet, do IPC-PB, lembra o custo dos RGs ‘esquecidos’

Se por um lado a população paraibana reclama da demora no agendamento para retirada de RG, por outro há quase 2 mil documentos ‘esquecidos’ nas Casas da Cidadania e na sede do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), em João Pessoa. As carteiras de identidade após emitidas passam meses à espera de seus donos. No IPC, por exemplo, há documentos de janeiro que ainda não foram pegos.

rgs-esquecidos-no-ipcSegundo Marcus Lacet, chefe do Núcleo de Identificação Civil e Criminal do IPC-PB, o ‘esquecimento’ dos RGs é mais frequente nas Casas da Cidadania. Em cada unidade (quatro em João Pessoa e uma em Campina Grande) há cerca de 350 documentos guardados em caixas como essa da foto. Esse ‘esquecimento’ tem um custo para os cofres públicos, mas os solicitantes também parecem esquecidos desse ‘detalhe’.

“Lembrando que a primeira via do documento é gratuita, por determinação do Governo Federal, ou seja, é um custo para o Estado. Infelizmente, muitas pessoas pedem a emissão do documento, algumas alegando urgência, inclusive, mas não voltam para pegar”, declarou Lacet.

Ainda de acordo com o dirigente, dentre os documentos esquecidos estão aqueles que foram emitidos como segunda via. “Não há como dizer que esses RGs foram pagos, porque o comprovante só é cobrado no momento da entrega”, destacou. Pela segunda via, o usuário paga R$ 22,38. Uma das medidas adotadas pelo IPC na esperança de minimizar os custos é emitir o documento apenas quando o cidadão retornar ao local e apresenta o comprovante.

Segundo Lacet, a média de atendimento do IPC é de 200 mil ao ano, o que corresponde a 5% da população paraibana pedindo a emissão de RG a cada ano. Cada unidade responsável pela emissão de Carteira de Identidade tem capacidade para atender a 60 pessoas por dia.

(Valéria Sinésio – texto e fotos)

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