Estado e PMJP fazem campanha até com obrigação de pagar salário

(Foto: Arquivo/paraiba.pb.gov.br)

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Para não fugir das práticas políticas em voga na Paraíba, não poderia faltar na disputa pela Prefeitura de João Pessoa o uso de obrigações comezinhas do poder público como arma de propaganda na guerra das eleições de 2016. Obrigação como fazer o pagamento em dia do salário dos servidores, conforme anunciado ontem (26) tanto pela PMJP como pelo Governo do Estado.

Claro que o anúncio desse ‘favor’ é repetido todo santo mês, quase sempre pelo próprio governante e talvez como forma de induzir o governado mais alienado ou menos informado a pensar que o poderoso da vez tira do próprio bolso o numerário suficiente para cobrir a folha de pessoal. Não à toa, suponho, o anunciante dirige-se à ‘plebe rude e ignara’ na primeira pessoa.

“Quero dizer a vocês que mandei pagar“. Com frases dizendo assim, os ‘homi’ cometem quase sem querer uma ofensa programada e regular à inteligência do povo que os assiste ou escuta. Ultimamente, coincidentemente em ano eleitoral, o anúncio vem acompanhado do charme do pagamento da folha salarial “dentro do mês trabalhado”. Trabalhado? Para alguns, vamos combinar.

Como diria o filósofo Zé Maranhão, “veja bem”. A preço de junho passado, o Governo do Estado pagou a nada menos que 27.166 pessoas contratadas ou nomeadas para cargos comissionados, como prestadores de serviço e outras modalidades de servidores temporários. Se adicionarmos a essa população os 1.982 efetivos comissionados, sobe para 29.148 o contingente do possível exército de eleitores ou cabos eleitorais do grupo que manda na administração estadual.

Enquanto isso, na Prefeitura da Capital, para um total de 21.339 funcionários registrados na folha do mesmo junho deste ano, o mesmo exército teria alistados nada menos que 12.618 ‘soldados’, 904 dos quais comissionados e 11.714 “contratados por excepcional interesse público”. Segundo alguns legalistas, incluindo membros do Ministério Público, a única excepcionalidade de tais contratações seria a manha de driblar a legislação para não fazer os concursos públicos que poderiam dotar o município de força de trabalho mais qualificada e, óbvio, portadora de indesejada independência em relação à autoridade que nomeia.

Bem, de qualquer modo, sorte ou azar, nada admira nem surpreende numa Paraíba onde a mediocridade governamental (ou a esperteza marqueteira) chegou a publicar na imprensa, em determinadas gestões, calendários de pagamento de salário como peça publicitária.

Pra fechar – e sem dar chance de ninguém dizer que não falei em flores – eis a boa notícia para os assalariados de Estado e PMJP, em especial os não efetivos: quinta (29) e sexta-feira (30) “tem dinheiro na conta”. E no domingo, 2 de outubro, voto na urna.

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  1. Fbm Disse:

    Isto contínua sendo hilario não fazem más Que suas obrigações de gestores.kkkk

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