Boqueirão atinge nível mais baixo de sua história

Fotografia de um ano atrás, quando o açude estava com 17% de sua capacidade (Foto: G1)

Fotografia de um ano atrás, quando o açude estava com 17% de sua capacidade (Foto: G1)

O volume de água do açude Epitácio Pessoa, do município de Boqueirão, atingiu hoje (25) o mais baixo nível de sua história. Segundo planilha disponível na página de Internet da Aesa (Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba), o reservatório tem apenas 30.678.056 metros cúbicos de água, o que corresponde a 7,4% de sua capacidade total (411.686.287 m3).

Boqueirão é a principal fonte de água de beber e outros usos da população de Campina Grande e de outras 18 cidades, que por conta da situação a que chegou o açude sofrem com o racionamento desde dezembro de 2014. No começo de julho deste ano, quando o nível da água baixou a 8,7%, a Agência Nacional de Águas (Ana) mandou instalar 15 sondas próximo ao sistema de captação para poder aferir a qualidade da água.

Segundo os especialistas em recursos hídricos, sem perspectiva de chuvas que possam recuperar minimamente o volume do açude, Boqueirão depende de um dilúvio no Compartimento da Borborema ou da chegada das águas transpostas do rio São Francisco para não secar de vez. Mas a obra da transposição, ainda que seja concluída em dezembro deste ano, como promete o governo, não terá como abastecer os mananciais da Paraíba antes do segundo semestre de 2017.

O açude de Boqueirão foi construído pelo Dnocs entre 1951 e 1956, sendo inaugurado em janeiro de 1957 pelo presidente Juscelino Kubitschek.

3 Comente Boqueirão atinge nível mais baixo de sua história

  1. DJALMA Aparecido Rossini Disse:

    O que os políticos da Paraíba irão responder à população por tanta irresponsabilidade? Sem água não há vida, portanto, não terá Campina Grande. Eles continuarão deixando nas mãos de Deus esta responsabilidade…

  2. Sebastião Urtiga Disse:

    A seca é um fenômeno cíclico característico do clima semiárido por ser cíclico deve chover em janeiro de 2017, ou quem sabe, até dezembro do mesmo ano, estudos indicam.
    O problema de Campina Grande passa a ser bem característico do descaso, do homem, para com a natureza, uma vez que após a interferência do homem uma obra deste porte passara necessariamente por manutenções e uma delas e de extrema importância é o desassoreamento da bacia de acumulação ou montante, atrelada à gestão do uso da água, a partir de quando se tem água.
    Para que façamos esta manutenção, necessário se faz que a bacia esteja no menor nível de acumulação possível, o que ocorre no momento. Um manancial deste porte passou por estudos e mais estudos antes da sua concepção e execução. Se a bacia de acumulação estivesse menos assoreada e com uma eficiente gestão hídrica, teríamos mais água acumulada e chegaríamos a dezembro de 2017 sem maiores problemas, problemas que Campina Grande passa por falta desta gestão e por falha na manutenção. Inaugurado com capacidade de 535.680.000 m3 de água, dados do DNOCS, que é responsável pelo monitoramento e manutenção do açude e fiscalização de todo seu entorno, atualmente, segundo levantamento da AESA, este reservatório atinge o seu máximo com 411.686.287 m3 de água, quase 35% de redução do volume original, por estar com a bacia hidráulica assoreada.
    O Boqueirão quando outrora, em 1999, a natureza deu a chance de ele ser desassoreado ao atingir apenas 15% do volume original, nada foi feito e daí o açude voltou a verter, sangrar no popular, entre 2005 e 2006, com uma redução do volume original de 123.993.713 m3 de água e se nada for feito agora, quando o mesmo atingiu 10% de sua capacidade, os problemas tendem a aumentar e chagara ao ponto mais crítico, até de segurança do maciço, com o advento das águas da Transposição do Rio São Francisco.
    Sebastião URTIGA.

  3. Alberto jorge Disse:

    Lamentável! Irresponsabilidade de quem gerencia, pois teriam que ter racionado a água há dois anos atrás. O nível baixou e eles nada fizeram. Um erro fatal.

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