Padre acusado por D. Aldo recebe solidariedade

Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, no Recife (Foto: Facebook)

Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, no Recife (Foto: Facebook)

Acusado por Dom Aldo Pagotto de ser o mentor de uma trama que o teria levado a renunciar ao cargo de arcebispo da Paraíba, o Padre Luiz Antônio, da Paróquia do Altiplano, em João Pessoa, vem sendo alvo de frequentes manifestações de desagravo e solidariedade por parte de religiosos e paroquianos que com ele conviveram ou conviveram nos últimos 50 anos.

Acusado ainda pelo ex-arcebispo de ter cometido ‘falcatruas’ em igreja do Recife e até em um colégio que Luiz Antônio jamais dirigiu, o apoio ao Padre Luiz Antônio vem também através de cartas como as duas que ele compartilhou na manhã de hoje (29). Uma assinada por Geraldo, um amigo da Paraíba; outra, por Antônio Carlos e Clarinda, de Pernambuco.

Citando passagens bíblicas que remetem ao martírio de São Paulo (“”É preciso passar por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus”), a pessoa que assina apenas como Geraldo diz em sua carta que “conflito e combate são a condição normal, não excepcional, no confronto do Reino de Deus com o reino deste mundo”. E arremata:

– Importa que, no fim, Jesus seja vitorioso, não nossas ambições pessoais. O que adianta ganharmos o mundo, se pomos a perder o Reino de Deus e nosso? Continuemos, pois o bom combate da fé, até o Dia em que o Justo Juiz separará o joio do trigo, e premiará cada um e cada uma conforme as obras da sua fé.

Antônio Carlos e Clarinda, do Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova, lembram por sua vez que em 1991, quando Padre Luiz Antônio era o Administrador Paroquial de Boa Viagem (Recife) e eles, coordenadores do Conselho Paroquial, testemunharam a “séria e profícua administração” do religioso que há 40 anos veio exercer seu sacerdócio em João Pessoa a convite de Dom José Maria Pires, arcebispo da Igreja Católica na Paraíba entre 1965 e 1995. Sobre outra acusação de Dom Aldo ao padre, de que Luiz Antônio também “suscitava entre os fiéis ódio contra o então arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho (de Olinda e Recife)”, o casal afirma:

– Damos aqui o nosso testemunho de sua postura, com uma altivez e uma resignação que só a sua fé e o seu compromisso com a Igreja explicam, sofrendo calado, durante seis longos meses, um processo de expulsão não declarada, sem causa definida, e sem explicações, a não ser a decisão do arcebispo, de aniquilar todos os vestígios da Igreja Povo de Deus participativa, misericordiosa e libertadora, animada por mais de 20 anos em Recife e Olinda por Dom Helder Câmara. Para isso, além de você, e também sem explicações, o Arcebispo Dom José Cardoso expulsou mais de dez sacerdotes.

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  1. Germano Disse:

    Que tal o sr. Rubão também fazer reverência e carregar o andor deste padre citado em seu blog.
    Quem está dentro ou próximo do “governo” e do clero da arquidiocese sabe muito bem tudo o que aconteceu e as brigas por poder que estão ainda presentes por trás dos altares e sacristias na Paraíba.
    Triste ver tanta gente cega e cegando os outros…

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