Couto: “Dom Aldo é do tipo faça o que digo, mas…”

Luiz Couto: Dom Aldo secundarizava missão evangelizadora (Foto: luizcouto.com.br)

Luiz Couto: Dom Aldo secundarizava missão evangelizadora (Foto: luizcouto.com.br)

Pela primeira vez desde a renúncia de Dom Aldo Pagotto à Arquidiocese da Paraíba, o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) fez um comentário público sobre o desempenho do ex-arcebispo. Entrevistado em um programa de televisão da Capital, o parlamentar e também padre disse ontem (27) que Dom Aldo é do tipo “faça que eu digo, mas não faça o que eu faço”, pois usava a autoridade do cargo para proibir a militância política de sacerdotes católicos e, ao mesmo tempo, apoiava candidatos a cargos eletivos.

Também padre vinculado à Arquidiocese Metropolitana, ele lembrou que que foi “vítima de perseguição” do então arcebispo da Paraíba, que por duas vezes nos últimos cinco anos o das funções sacerdotais. Luiz Couto concedeu entrevista nessa quarta-feira ao programa ‘Primeiro Plano’, da TV Manaíra (João Pessoa), onde afirmou ainda que a Igreja não precisa de gestores, “mas de pastores que cuidem do rebanho”. Nessa linha, de priorizar a missão evangelizadora, recomendação do próprio Papa Francisco, a Igreja não teria contado com Dom Aldo, que na avaliação do deputado “ficou muito apegado à questão econômica, do patrimônio”.

Sobre política e o cenário político brasileiro, Luiz Couto manifestou otimismo quanto a uma possível volta de Dilma Rousseff à Presidência da República e elogiou o lançamento do nome do Professor Charliton Machado para disputar pelo seu partido a Prefeitura da Capital pelo PT. Trata-se, segundo o deputado, de um quadro qualificado para “mostrar à população o que os governos de Lula e Dilma Rousseff fizeram pelo povo brasileiro e paraibano e para eleger uma bancada de vereadores que represente a defesa de políticas públicas enaltecidas pelo Partido dos Trabalhadores na educação, saúde, infraestrutura, cultura e geração de emprego”.

O deputado admitiu, contudo, que o PT cometeu erros, como não ter realizado reformas como a política e a tributária, “além da falta de diálogo profundo com a população”. Internamente, um dos maiores pecados do partido, na visão de Luiz Couto, foi não ter promovido uma formação política eficaz com seus filiados. “Ao contrário dos anarquistas, que dizem ‘Se há governo, sou contra’, o PT abrigou, durante seus bons momentos, os oportunistas, que dizem: ‘Se há governo, estou dentro’. É por isso que defendo uma revisão dos filiados para ver quem, de fato, é militante”, anunciou.

(Republicada por incorreção de forma)

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