Cida só tem duas sílabas, não dois dígitos. Por enquanto…

Alguém já deve ter dito, inclusive este blogueiro que vos escreve, que talqualmente na guerra a primeira vítima de uma campanha eleitoral é a verdade. Tiro pela abertura da temporada de publicação de pesquisas sobre intenção de votos para prefeito da Capital e de outras cidades de médio porte da Paraíba.

Como sempre, mentores e operadores do serviço cuidam de inflar os números de quem os contrata para conferir viabilidade e competitividade ao contratante ou pagante. Da mesma forma e com a mesma cara de pau, reduzem as preferências dos cidadãos entrevistados pelo adversário mais próximo ou mais direto.

A artimanha sugere aos incautos que o candidato B começou a descer a ladeira que o candidato A começa a subir. Não caiam nessa. Apesar de malandragens do nível e tipo, para infelicidade dos malandros “uma coisa é uma coisa”, diria o filósofo Branxu, e “outra coisa é outra coisa”, diria o pensador Gosto Ruim.

Um se refere às pesquisas formalmente registradas e liberadas pela Justiça Eleitoral para divulgação nas mídias digitais e convencionais. O outro, às “pesquisas para consumo interno”, que  seriam mais confiáveis, mais acreditáveis ou no mínimo mais verossímeis, enfim.

As ‘pesquisas internas’, que os marqueteiros gostam de chamar de ‘qualis’ (simplificando a palavra ‘qualitativas’), via de regra são contratadas para conferir a real aceitação do(a) contratante no meio do eleitorado que ele ou ela pretende enganar. Quer dizer, ganhar, conquistar, convencer.

Soube ontem (28) de uma quali que trouxe umas ‘quantis’ sobre a sucessão municipal em João Pessoa. Bancada por expoente político ancorado em verba pública, a pesquisa mostra que o prefeito Luciano Cartaxo está bem à frente dos seus prováveis concorrentes por agora, mas, apesar dos seus bons percentuais, nada garante antecipadamente o sonho de se reeleger em primeiro turno.

Reside aí, justamente na impossibilidade de garantia antecipada de reeleição no primeiro turno, o grande pesadelo cartaxista. Porque ele e a torcida pressentem que “se não bater a parada” logo no começo de outubro criará inevitavelmente um anticlímax semelhante àquele que derrubou Cássio Cunha Lima diante de Ricardo Coutinho em 2014. No segundo turno, podem esperar: a lapada é grande.

Frustrada uma vitória de primeira, a ambição de Cartaxo passar mais dois anos na PMJP e se habilitar ao Governo do Estado pode ruir mais rápido do que a barreira do Cabo Branco. Principalmente se ele tiver pela frente uma adversária chamada Cida Ramos, com quem Ricardo Coutinho conta para concretizar o seu projeto de poder total na Paraíba.

Enquanto projeções ou pragas rogadas pelos adversários não se confirmam, resta a Luciano Cartaxo trabalhar para que Cida chegue a agosto sem acrescer mais do que três pontos percentuais nas intenções de voto do eleitor da Capital. Ele tem que trabalhar e rezar forte também para que Manoel Júnior (PMDB) e Charlinton Machado (PT) saírem do páreo ou permanecerem em patamares inexpressivos, sem potencial alguma para somar com Cida e ensejar um segundo turno.

De qualquer sorte ou azar, o grande problema do prefeito da hora e do até lá é mesmo a candidata do PSB. Que por enquanto possui apenas as duas sílabas no nome e não os dois dígitos que as pesquisas trabalhadas, espalhadas ou divulgadas nos conformes pela turma do quem paga, leva.

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  1. Adel Santos Disse:

    Boa noite, Rubão! Pior é em Campina Grande, que por falta de opção, o Reicardo II – O Feioso, está introduzindo o presidente da AL candidato a candidato a prefeito. Persona que ninguém conhece. E o mais engraçado é que ele é garoto propaganda de obras…mas que obras?

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